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Luiz Alves

11 de novembro de 2025

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No final de Outubro nosso gestor Luiz Alves participou do podcast Genial Analisa, lá ele explica os fundos da Versa e comenta as principais posições dos fundos. Não deixe de assistir.


Outubro foi, no geral, mais um mês positivo para as bolsas no mundo — provavelmente ainda refletindo os ciclos de cortes de juros ao redor do globo e um certo otimismo com o crescimento. Em outras palavras, a guerra comercial não resultou em uma recessão global, como se temia. A Argentina foi, sem dúvida, o destaque: o índice Merval subiu mais de 60% em dólares após o resultado das eleições. O desempenho da bolsa brasileira não ficou muito distante da média, com valorização de 1% em dólar (e 2,3% em reais). Nos Estados Unidos, o apagão de dados oficiais devido ao shutdown levou o Fed a adotar uma postura mais defensiva em sua comunicação, evitando se comprometer com novos cortes de juros no curto prazo. O mercado, porém, precifica 66% de probabilidade de mais um corte em dezembro.

No Brasil, os membros do Copom devem estar comemorando. Aparentemente, o discurso mais duro — ou seja, o tom de preocupação com a inflação e a sinalização de que não há cortes de juros no curto prazo — está surtindo efeito na ancoragem das expectativas de inflação. As projeções do Relatório Focus seguiram em queda. As deste ano refletem o fato de que os números correntes estão vindo abaixo do esperado; já as de 2026 em diante indicam um ganho de credibilidade do Banco Central com seu discurso. Nossa leitura é de que esses ganhos ajudarão o BC a cortar juros no próximo ano, provavelmente além do que o mercado precifica (a curva de juros projeta a Selic em 12,75% no fim de 2026). O primeiro corte deve ocorrer em janeiro ou março.

Versa Institucional (0,8%)

O institucional, carteira de ações sem alavancagem, terminou outubro novamente estável e rendeu 1,5% a menos que o Ibovespa. Vulcabrás, maior contribuição positiva do mês, divulgou fortes resultados no último dia de outubro. A receita da empresa cresceu 22% em relação ao ano passado marcando o 21° trimestre consecutivo de crescimento, refletindo o sólido avanço da Olympikus, Mizuno e Under Armor. Apesar da margem bruta ainda pressionada pela recente expansão do quadro de funcionários, os indicadores industriais mostraram melhora sequencial, sugerindo retomada de eficiência a partir dos próximos trimestres. Além do sólido desempenho operacional, a companhia anunciou um dividendo extraordinário de R$ 597,7 milhões (yield ~10%), acompanhado de aumento de capital no mesmo valor, abrindo espaço para futuras reduções de capital que não serão tributadas como os dividendos.

Moura Dubeux, do outro lado do espectro, teve um mês de realização apesar das prévias operacionais indicarem outro trimestre estelar, como esperado por nós. Moura continua sendo a maior contribuição positiva no ano, adicionando 14% ao resultado do fundo.

Institucional FIA
+ Posição Long1,02%
+ Caixa e custos-0,23%
=Total0,79%
– Benchmark (Ibov)2,26%
= Excesso Benchmark-1,47%
Destaques do mês – Institucional FIA
MaioresContribuiçãoMenoresContribuição
Vulcabras1,59%Moura Dubeux-1,21%
Estacio0,78%JBS-0,67%
Hypera0,46%Lojas Renner-0,32%
Guararapes0,44%Suzano-0,19%
Banco Bradesco0,21%Odontoprev-0,13%

Versa e Fit Long Biased (-3,8% e -1,1%)

O resultado dos long-biased refletiu o desempenho relativo negativo do Versa Institucional.

Long BiasedFitVersa
Carteira long0,97%0,50%
x
Alavancagem2,124,14
=
+ Posição Long2,05%2,05%
Carteira short (Bova11)2,02%1,90%
x
Alavancagem short-1,51-3,16
=
+ Posição Short-3,05%-6,01%
+ Hedge0,00%0,00%
+ Financiamento, Caixa e Custos-0,12%0,14%
= Total-1,12%-3,82%
– Benchmark (CDI)1,28%1,28%
= Excesso Benchmark-2,39%-5,10%


Versa Genesis (1,5%)

Durante o mês de outubro, foi aprovada na câmara e no senado a Medida Provisória 1.304, que trouxe mudanças relevantes para o setor elétrico, a MP agora segue para sanção presidencial. Essa MP teve origem na MP 1.300, que previa isenção total da conta de luz para consumidores com consumo mensal inferior a 80 kWh.

A MP 1.300 foi aprovada sem prever nenhuma fonte de compensação financeira para essa isenção. Diante disso, o governo precisou enviar uma nova MP — a MP 1.304 — para discutir como equilibrar os custos da medida. Ainda assim, as compensações para cobrir o benefício aos consumidores de baixa renda permaneceram de fora do texto final, o que tem gerado aumentos entre 10% e 15% nas contas de energia dos demais consumidores, que acabam arcando com a diferença.

Ao final das discussões, a MP 1.304 incluiu duas medidas principais, entre outras:
(i) reembolso dos curtailments* (reduções forçadas de geração) para as usinas afetadas desde setembro de 2023; e
(ii) congelamento em termos reais da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), fundo setorial que subsidia tarifas e programas de energia.

Na prática, o congelamento da CDE cria a necessidade de um encargo adicional a ser pago no futuro para manter o fundo no nível estabelecido pela lei. Isso aumenta a incerteza sobre o custo final da energia e torna menos atraente a contratação de energia renovável, já que o comprador pode ser obrigado a arcar com encargos imprevisíveis no futuro.

A solução para o curtailment — o reembolso das reduções não causadas por baixa demanda — foi positiva para as geradoras renováveis, beneficiando cerca de metade dos casos registrados. Contudo, o problema estrutural permanece: o avanço da geração distribuída (GD) continua ampliando o curtailment motivado por excesso de oferta no meio do dia e menor demanda na rede. 

Assim, apesar do alívio de curto prazo, persistem as incertezas quanto a:

(i) o tamanho do curtailment causado pelo aumento da GD, e
(ii) o valor do encargo futuro necessário para estabilizar a CDE.

Portanto, continuamos céticos sobre uma posição relevante em geradoras de energia elétrica apesar da maior volatilidade dos preços de energia no curto prazo. 

O fundo Versa Genesis teve desempenho positivo em outubro, com alta de 1,5%. As maiores contribuições vieram de CPFL e TIM. Não houve mudanças relevantes nas posições do portfólio — as principais posições continuam sendo Neoenergia, CPFL e TIM.

*curtailment são cortes na geração de energia de geradores. Eles ocorrem por falta de demanda ou por problemas na rede, como queda de linhas de transmissão, ou instabilidade do sistema elétrico. Como a energia solar e eólica geram energia dependendo de fatores externos, em alguns momentos não existe demanda de energia suficiente de forma que a ONS (Operador Nacional do Sistema) tem que cortar a geração de energia desse gerador. O gerador não era reembolsado por isso, a partir da MP 1304 ele terá direito a um reembolso quando o corte não for devido a falta de demanda. 

Genesis
Carteira long0,90%
x
Alavancagem1,88
=
+ Posição Long1,70%
+ Long & Short0,10%
+ Financiamento, Caixa e Custos-0,32%
= Total1,48%
– Benchmark (IPCA +YIMA-B)1,00%
= Excesso Benchmark0,48%
Destaques do mês – Genesis
MaioresContribuiçãoMenoresContribuição
CPFL Energia1,70%Multiplan-1,30%
TIM0,89%Equatorial Energia-0,31%
Neoenergia0,49%EcoRodovias-0,06%
Energisa0,28%––
––––

Versa Tracker (-1.3%)

A principal contribuição negativa para o fundo veio da estratégia de ações (-1,55p.p) comum aos outros fundos da casa e explicada acima. A estratégia quantitativa de momentum perdeu -0,3p.p, e as posições juros reais ganharam 0,15p.p.

Tracker
+ Bolsa-1,55%
+ Macro0,15%
+ Momentum-0,31%
+ Caixa e Custos0,46%
= Total-1,26%
– Benchmark (CDI)1,28%
= Excesso Benchmark-2,53%

Disclaimer: As opiniões, análises e informações contidas nesse artigo não constituem recomendação de investimento, nem tampouco material de oferta para subscrição, compra ou venda de títulos ou valores mobiliários, instrumentos financeiros, cotas em fundos de investimento ou qualquer produto ou serviço de investimentos. Declarações contidas neste artigo relativas às perspectivas dos negócios, projeções de resultados operacionais e financeiros, bem como referências ao potencial de crescimento das companhias citadas, constituem meras previsões, baseadas nas expectativas do analista responsável em relação ao futuro. Essas expectativas são altamente dependentes de fatores incertos, como o comportamento do mercado, da situação econômica do Brasil, da indústria e dos mercados internacionais. Portanto, cada declaração aqui escrita está sujeita a mudanças, e não deve ser utilizada como insumo para qualquer estratégia de investimento pessoal ou institucional. A Versa Gestora de Recursos Ltda., seus sócios e colaboradores, por meio dos fundos de investimentos da casa, podem ou não estarem posicionados em títulos e valores mobiliários de emissores aqui mencionados, de forma que eventualmente influencie nas opiniões e análises aqui presentes.

No final de Outubro nosso gestor Luiz Alves participou do podcast Genial Analisa, lá ele explica os fundos da Versa e comenta as principais posições dos fundos. Não deixe de assistir.


Outubro foi, no geral, mais um mês positivo para as bolsas no mundo — provavelmente ainda refletindo os ciclos de cortes de juros ao redor do globo e um certo otimismo com o crescimento. Em outras palavras, a guerra comercial não resultou em uma recessão global, como se temia. A Argentina foi, sem dúvida, o destaque: o índice Merval subiu mais de 60% em dólares após o resultado das eleições. O desempenho da bolsa brasileira não ficou muito distante da média, com valorização de 1% em dólar (e 2,3% em reais). Nos Estados Unidos, o apagão de dados oficiais devido ao shutdown levou o Fed a adotar uma postura mais defensiva em sua comunicação, evitando se comprometer com novos cortes de juros no curto prazo. O mercado, porém, precifica 66% de probabilidade de mais um corte em dezembro.

No Brasil, os membros do Copom devem estar comemorando. Aparentemente, o discurso mais duro — ou seja, o tom de preocupação com a inflação e a sinalização de que não há cortes de juros no curto prazo — está surtindo efeito na ancoragem das expectativas de inflação. As projeções do Relatório Focus seguiram em queda. As deste ano refletem o fato de que os números correntes estão vindo abaixo do esperado; já as de 2026 em diante indicam um ganho de credibilidade do Banco Central com seu discurso. Nossa leitura é de que esses ganhos ajudarão o BC a cortar juros no próximo ano, provavelmente além do que o mercado precifica (a curva de juros projeta a Selic em 12,75% no fim de 2026). O primeiro corte deve ocorrer em janeiro ou março.

Versa Institucional (0,8%)

O institucional, carteira de ações sem alavancagem, terminou outubro novamente estável e rendeu 1,5% a menos que o Ibovespa. Vulcabrás, maior contribuição positiva do mês, divulgou fortes resultados no último dia de outubro. A receita da empresa cresceu 22% em relação ao ano passado marcando o 21° trimestre consecutivo de crescimento, refletindo o sólido avanço da Olympikus, Mizuno e Under Armor. Apesar da margem bruta ainda pressionada pela recente expansão do quadro de funcionários, os indicadores industriais mostraram melhora sequencial, sugerindo retomada de eficiência a partir dos próximos trimestres. Além do sólido desempenho operacional, a companhia anunciou um dividendo extraordinário de R$ 597,7 milhões (yield ~10%), acompanhado de aumento de capital no mesmo valor, abrindo espaço para futuras reduções de capital que não serão tributadas como os dividendos.

Moura Dubeux, do outro lado do espectro, teve um mês de realização apesar das prévias operacionais indicarem outro trimestre estelar, como esperado por nós. Moura continua sendo a maior contribuição positiva no ano, adicionando 14% ao resultado do fundo.

Institucional FIA
+ Posição Long1,02%
+ Caixa e custos-0,23%
=Total0,79%
– Benchmark (Ibov)2,26%
= Excesso Benchmark-1,47%
Destaques do mês – Institucional FIA
MaioresContribuiçãoMenoresContribuição
Vulcabras1,59%Moura Dubeux-1,21%
Estacio0,78%JBS-0,67%
Hypera0,46%Lojas Renner-0,32%
Guararapes0,44%Suzano-0,19%
Banco Bradesco0,21%Odontoprev-0,13%

Versa e Fit Long Biased (-3,8% e -1,1%)

O resultado dos long-biased refletiu o desempenho relativo negativo do Versa Institucional.

Long BiasedFitVersa
Carteira long0,97%0,50%
x
Alavancagem2,124,14
=
+ Posição Long2,05%2,05%
Carteira short (Bova11)2,02%1,90%
x
Alavancagem short-1,51-3,16
=
+ Posição Short-3,05%-6,01%
+ Hedge0,00%0,00%
+ Financiamento, Caixa e Custos-0,12%0,14%
= Total-1,12%-3,82%
– Benchmark (CDI)1,28%1,28%
= Excesso Benchmark-2,39%-5,10%


Versa Genesis (1,5%)

Durante o mês de outubro, foi aprovada na câmara e no senado a Medida Provisória 1.304, que trouxe mudanças relevantes para o setor elétrico, a MP agora segue para sanção presidencial. Essa MP teve origem na MP 1.300, que previa isenção total da conta de luz para consumidores com consumo mensal inferior a 80 kWh.

A MP 1.300 foi aprovada sem prever nenhuma fonte de compensação financeira para essa isenção. Diante disso, o governo precisou enviar uma nova MP — a MP 1.304 — para discutir como equilibrar os custos da medida. Ainda assim, as compensações para cobrir o benefício aos consumidores de baixa renda permaneceram de fora do texto final, o que tem gerado aumentos entre 10% e 15% nas contas de energia dos demais consumidores, que acabam arcando com a diferença.

Ao final das discussões, a MP 1.304 incluiu duas medidas principais, entre outras:
(i) reembolso dos curtailments* (reduções forçadas de geração) para as usinas afetadas desde setembro de 2023; e
(ii) congelamento em termos reais da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), fundo setorial que subsidia tarifas e programas de energia.

Na prática, o congelamento da CDE cria a necessidade de um encargo adicional a ser pago no futuro para manter o fundo no nível estabelecido pela lei. Isso aumenta a incerteza sobre o custo final da energia e torna menos atraente a contratação de energia renovável, já que o comprador pode ser obrigado a arcar com encargos imprevisíveis no futuro.

A solução para o curtailment — o reembolso das reduções não causadas por baixa demanda — foi positiva para as geradoras renováveis, beneficiando cerca de metade dos casos registrados. Contudo, o problema estrutural permanece: o avanço da geração distribuída (GD) continua ampliando o curtailment motivado por excesso de oferta no meio do dia e menor demanda na rede. 

Assim, apesar do alívio de curto prazo, persistem as incertezas quanto a:

(i) o tamanho do curtailment causado pelo aumento da GD, e
(ii) o valor do encargo futuro necessário para estabilizar a CDE.

Portanto, continuamos céticos sobre uma posição relevante em geradoras de energia elétrica apesar da maior volatilidade dos preços de energia no curto prazo. 

O fundo Versa Genesis teve desempenho positivo em outubro, com alta de 1,5%. As maiores contribuições vieram de CPFL e TIM. Não houve mudanças relevantes nas posições do portfólio — as principais posições continuam sendo Neoenergia, CPFL e TIM.

*curtailment são cortes na geração de energia de geradores. Eles ocorrem por falta de demanda ou por problemas na rede, como queda de linhas de transmissão, ou instabilidade do sistema elétrico. Como a energia solar e eólica geram energia dependendo de fatores externos, em alguns momentos não existe demanda de energia suficiente de forma que a ONS (Operador Nacional do Sistema) tem que cortar a geração de energia desse gerador. O gerador não era reembolsado por isso, a partir da MP 1304 ele terá direito a um reembolso quando o corte não for devido a falta de demanda. 

Genesis
Carteira long0,90%
x
Alavancagem1,88
=
+ Posição Long1,70%
+ Long & Short0,10%
+ Financiamento, Caixa e Custos-0,32%
= Total1,48%
– Benchmark (IPCA +YIMA-B)1,00%
= Excesso Benchmark0,48%
Destaques do mês – Genesis
MaioresContribuiçãoMenoresContribuição
CPFL Energia1,70%Multiplan-1,30%
TIM0,89%Equatorial Energia-0,31%
Neoenergia0,49%EcoRodovias-0,06%
Energisa0,28%––
––––

Versa Tracker (-1.3%)

A principal contribuição negativa para o fundo veio da estratégia de ações (-1,55p.p) comum aos outros fundos da casa e explicada acima. A estratégia quantitativa de momentum perdeu -0,3p.p, e as posições juros reais ganharam 0,15p.p.

Tracker
+ Bolsa-1,55%
+ Macro0,15%
+ Momentum-0,31%
+ Caixa e Custos0,46%
= Total-1,26%
– Benchmark (CDI)1,28%
= Excesso Benchmark-2,53%

Disclaimer: As opiniões, análises e informações contidas nesse artigo não constituem recomendação de investimento, nem tampouco material de oferta para subscrição, compra ou venda de títulos ou valores mobiliários, instrumentos financeiros, cotas em fundos de investimento ou qualquer produto ou serviço de investimentos. Declarações contidas neste artigo relativas às perspectivas dos negócios, projeções de resultados operacionais e financeiros, bem como referências ao potencial de crescimento das companhias citadas, constituem meras previsões, baseadas nas expectativas do analista responsável em relação ao futuro. Essas expectativas são altamente dependentes de fatores incertos, como o comportamento do mercado, da situação econômica do Brasil, da indústria e dos mercados internacionais. Portanto, cada declaração aqui escrita está sujeita a mudanças, e não deve ser utilizada como insumo para qualquer estratégia de investimento pessoal ou institucional. A Versa Gestora de Recursos Ltda., seus sócios e colaboradores, por meio dos fundos de investimentos da casa, podem ou não estarem posicionados em títulos e valores mobiliários de emissores aqui mencionados, de forma que eventualmente influencie nas opiniões e análises aqui presentes.

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