Comentário Macro: Juros Descalibrados?

Embora existam justificativas fundamentadas para cautela nos cortes de juros no Brasil, vale refletir se não há algum exagero. De fato, uma comparação internacional que leve em conta inflação e risco fiscal sugere que as expectativas de juros por aqui estão bastante descoladas das de outras economias similares.

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Descomplica, Lula

Há duvidas no mercado se a política econômica do novo governo seguirá a mesma linha pragmática de 2003. Contudo, parece haver poucos graus de liberdade para colocar em prática políticas fiscais heterodoxas. A oposição política será grande, o ambiente macroeconômico desafiador e uma aventura nesse sentido não deverá ter apoio do Banco Central. É possível assegurar trajetória sustentável da dívida pública se a flexibilização do teto de gastos for bem calibrada. Fugir disso tornaria a vida do governo muito mais difícil no resto do mandato, com aumento da inflação e queda do crescimento. Não parece complicado de entender.

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Visão Macro (02/03) – Câmbio 2 X 0 Economistas

Em que pese a tensão geopolítica mais recente, o real tem surpreendido este ano e exibe a maior valorização entre outras moedas no período. De certa forma, não deveria surpreender visto que nossa moeda já parecia barata sob diversas óticas. Na verdade, o que mais causou estranheza foi o timing deste movimento. Justamente em meio a uma guinada na política monetária do Fed com os juros subindo mais rápido por lá. Em nossa visão, nenhum desses movimentos parece ter se esgotado. Se por um lado ainda há espaço para que os juros americanos subam mais do que o mercado espera, por outro os ativos brasileiros seguem bastante descontados. Onde a crise na Ucrânia poderia entrar nesta história? É provável que a mesma acelere a subida de juros no mundo, via impacto nos preços de commodities e consequentemente na inflação mundial. O Brasil, como grande exportador do setor, estaria relativamente bem posicionado. Fazendo da história curta um pouco mais longa:

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Visão Macro (27/09) – Cara, Cadê meu Carro?

A inflação segue alta por aqui e em boa parte do mundo. Pressões de custo tidas como passageiras tem se mostrado mais persistentes e até o momento não há muitos sinais de alívio. Estas não parecem estar ligadas apenas a gargalos pontuais de oferta, mas também a mudanças persistentes na demanda. As pessoas estão consumindo relativamente mais bens e menos serviços mesmo depois de o pior da pandemia ter passado. As implicações nos juros não são triviais. De um lado, a inflação mais salgada tem aumentado a pressa em subir os juros na maioria dos países. De outro, a tendência de longo prazo de inflação e juros cada vez mais baixos continua valendo em nossa visão.

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Visão Macro (23/08) – Correndo Atrás da Meta

A recente queda da bolsa é muito provavelmente explicada pela alta dos juros. O BC parece estar estar correndo atrás do prejuízo após ter sido ousado na pandemia. Em nossa visão o mercado está exagerando na expectativa de aumentos. Vemos possibilidades concretas de corte de juros já em 2022

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A Semana Macro (12/07) – Se Crescer, Não Se Empolgue!

Embora o crescimento tenha surpreendido muito este ano, somos bem mais cautelosos com 2022. O preço das commodities deve se reverter em parte, as políticas monetária e fiscal serão mais restritivas e há riscos como o do racionamento e incertezas nas eleições, o que pode frear um pouco a atividade. Neste cenário, temos dificuldade em imaginar que a Selic suba tanto quanto o mercado precifica.

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A Semana Macro (26/04) – PIB a 5%?

Nosso otimismo com o crescimento este ano só ganhou força no último mês. De um lado, os dados recentes tem mostrado atividade mais forte no início deste ano. De outro, o impacto da 2a onda na economia talvez seja menor do que se espera. Além disso, os números cadentes da pandemia e as vacinas sugerem uma rápida e sustentada reabertura da economia. Por último, a economia mundial segue surpreendendo, o que também deve ajudar as coisas por aqui. Estamos revisando nossa projeção de PIB deste ano de 4.2% para 4.6%, bem acima do consenso do relatório Focus (3.1%). Como o título sugere, enxergamos espaço para crescimento ainda mais elevado. Fazendo da história curta um pouco mais longa:

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A Semana Macro (29/03) – Juros, Assusta?

A postura mais dura do BC na Selic não parece ter ajudado muito para aliviar as condições financeiras. Juros longos e câmbio seguem em alta. É seguro dizer que a piora da pandemia e da tensão política nas últimas semanas tem agravado os efeitos das questões econômicas nos prêmios de risco. Juros mais altos deveriam atrapalhar a recuperação econômica? Para este ano, acreditamos que não .Os riscos ficam muito mais por conta da pandemia e de uma deterioração ainda mais forte do cenário político. Seguimos construtivos com o crescimento.

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