Em que pese a tensão geopolítica mais recente, o real tem surpreendido este ano e exibe a maior valorização entre outras moedas no período. De certa forma, não deveria surpreender visto que nossa moeda já parecia barata sob diversas óticas. Na verdade, o que mais causou estranheza foi o timing deste movimento. Justamente em meio a uma guinada na política monetária do Fed com os juros subindo mais rápido por lá. Em nossa visão, nenhum desses movimentos parece ter se esgotado. Se por um lado ainda há espaço para que os juros americanos subam mais do que o mercado espera, por outro os ativos brasileiros seguem bastante descontados. Onde a crise na Ucrânia poderia entrar nesta história? É provável que a mesma acelere a subida de juros no mundo, via impacto nos preços de commodities e consequentemente na inflação mundial. O Brasil, como grande exportador do setor, estaria relativamente bem posicionado. Fazendo da história curta um pouco mais longa: