A Semana Macro (16/02) – Atividade, Assusta?

Olhando o tombo do varejo, fica difícil não se questionar sobre a recuperação econômica em 2021. As vendas de dezembro divulgadas pelo IBGE caíram 6.1% em relação a novembro, muito abaixo dos -0.7% esperados pelos economistas. E para o início do ano, os indicadores preliminares só tem confirmado a fraqueza do consumo. Seria todo aquele otimismo uma miragem causada pelo auxílio emergencial? Seguimos convictos que não, mas vale ponderar a respeito. De fato, nunca foi razoável imaginar que o consumo no Brasil sairia da crise mais forte do que nela entrou. Em algum momento esta correção viria. Na verdade, os vetores de crescimento este ano são outros e permanecem firmes. De um lado, o setor exportador continuará sendo dinamizado pelo crescimento mundial, alta das commodities e câmbio depreciado. De outro, os investimentos devem seguir em expansão apoiados por um ambiente de juros historicamente baixos. Mantemos nossa projeção de crescimento de 4.2% este ano.

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A Semana Macro (26/01) – Subindo os Juros

Com a piora do cenário de inflação, o Copom falou mais grosso na reunião da última quarta-feira. Embora tenha mantido a Selic em 2% como já era amplamente esperado, o BC começou a se preparar para uma possível subida de juros nos próximos meses. Neste sentido, chamou a atenção a retirada explícita do forward guidance, uma espécie de compromisso de não subir os juros, que já havia sido relativizado na reunião de dezembro. Preocupam os números mais salgados de inflação corrente, preço das commodities em alta, dólar pressionado e a falta de clareza do cenário fiscal. Por outro lado, a expectativa de que a atividade volte a sofrer com a segunda onda impõe cautela sobre aumentos de juros. Por ora, esperamos que estes comecem em maio, com a Selic chegando em 4% no final do ano. Ainda acreditamos que a normalização dos juros deva ajudar na apreciação do real, desde que os riscos fiscais sigam controlados. Fazendo a estória curta um pouco mais longa:

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A Semana Macro (11/01) – (Im)previsões para 2021

Em nossa visão, ainda há espaço para surpresas positivas na economia e redução de incertezas de forma a dar mais fôlego aos mercados neste ambiente favorável. No plano externo, as economias desenvolvidas continuarão provendo estímulos em um ambiente de inflação ainda relativamente baixa, enquanto o crescimento Chinês e sua fome por commodities não parece ter perdido fôlego. No cenário interno, a inabilidade do governo em várias frentes e sua obsessão em gerar polêmicas pode nos fazer perder de vista a figura mais relevante para o crescimento nos próximos anos: queda dos juros. O Brasil simplesmente nunca surfou nesta onda. Riscos para este cenário? Lá fora o mais óbvio seria uma subida mais rápida da inflação levando à retirada brusca dos estímulos. No Brasil, o cenário fiscal e político continua merecendo toda a atenção.

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A Semana Macro (14/12) – Forward Guidance, o Breve

Com a inflação surpreendendo, atividade em alta e perspectivas de vacina, o BC começou a abandonar o discurso de que os juros ficarão baixos por muito tempo. Continuamos a esperar aumentos da Selic no 1º semestre, mas a valorização do real pode suavizar esta trajetória .

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A Semana Macro (07/12) – Para o Alto e Avante!

Com os anúncios de vacinas o ambiente global segue a impulsionar os mercados emergentes e o Brasil por tabela. Por aqui os dados de atividade continuam animando e o aumento da pandemia não parece, por ora, que mudará tal figura. De fato, o risco fiscal ainda é o principal fator a pesar internamente, impedindo uma recuperação ainda mais robusta dos preços de ativos. Com maior clareza neste front, enxergamos mais espaço para recuperação nos próximos meses.

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A Semana Macro (16/11) – Recuperação em K?

Em meio à definição eleitoral nos EUA e anúncios de Vacinas, o ambiente global segue melhorando. Por aqui, os dados de atividade continuam animando e o PIB este ano deve cair muito menos do que se imaginava. No entanto, a recuperação tem sido muito desigual entre setores. Pensando sobre suas repercussões, continuamos otimistas com 2021.

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A Semana Macro (03/11) – Sobre a Segunda Onda

Não vemos a segunda onda do covid com tanta preocupação por enquanto. No hemisfério norte, as medidas de isolamento social tem sido mais brandas do que na primeira onda, o que deve impor impacto igualmente mais moderado na atividade econômica. A evolução dos protocolos de tratamento deve manter os número de óbitos relativamente contidos por lá. No Brasil, a queda dos casos em um contexto de elevação gradual dos indicadores de mobilidade sugere que a imunidade de rebanho está fazendo seu trabalho em algum grau por aqui.

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A Semana Macro (26/10) – Pra Onde Vão os Juros?

Com a inflação em alta, câmbio pressionado e recuperação da atividade, crescem as dúvidas de que a Selic ficará parada por muito tempo. A reação dos mercados de juros esta semana foi uma indicação disto. Um ajuste moderado (no ano que vem) não deveria comprometer a recuperação da atividade e provavelmente ajudará a diminuir a pressão na taxa de câmbio. Seguimos otimistas com o real.

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A Semana Macro (13/10) – Mais Impostos?

Diante do crescente receio dos mercados com o cenário fiscal, o sistema político parece ter começado a se mexer. A resposta de como as contas vão fechar ficou para depois das eleições. A impressão é que esta solução envolverá aumentos de impostos. Melhor assim do que nenhum ajuste.

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A Semana Macro (05/10) – Só um Furinho… Parte II

Em meio aos fortes números da economia, o cenário fiscal segue preocupando. A reação dos mercados frente ao ruído político e ameaça de furo no teto de gastos tem sua razão de ser. Por outro lado, ainda nos parece cedo para ficarmos pessimistas.

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