Resultado Mensal (Setembro/26)

Luiz Alves

14 de outubro de 2026

Botões de Compartilhamento

Arquivo

Arquivos

 

Comentário Macro

por Tarik Migliorini

Em setembro, as ações brasileiras subiram na contramão do resto do mundo, onde a alta dos juros americanos deixou a maioria das bolsas com um mês ruim. A decisão do Fed de elevar a taxa básica não chegou a surpreender, mas os dados mais recentes mostraram uma economia superaquecida, o que deve exigir novos aumentos nos próximos meses.

O centro do debate tem sido o peso dos investimentos em inteligência artificial, como a construção de data centers, nesse superaquecimento, e o nível de juros necessário para esfriar o restante da economia a ponto de reduzir a inflação. As estimativas indicam que os investimentos em infraestrutura de IA nos EUA devem chegar a cerca de 3,5% do PIB em 2027. Para comparação, o maior ciclo de investimentos da história do país, a construção das ferrovias entre 1870 e 1890, teve média de 2,3% do PIB ao ano. Esse volume disputa recursos com déficits fiscais cada vez maiores, o que pressiona a inflação e os juros.

No Brasil, os dados seguiram apontando uma desaceleração gradual da atividade. Pelas nossas estimativas, o PIB do terceiro trimestre deve ter recuado levemente, 0,1% em relação ao segundo. A inflação continuou com leituras ruidosas, mas, de modo geral, também em queda. Ainda assim, a melhora no humor da bolsa e dos juros parece ter mais a ver com as eleições. O mês fechou antes do primeiro turno, mas as pesquisas já mostravam o candidato do PL ganhando tração, o que reforçou a percepção de que reformas econômicas têm mais chance de sair no ano que vem.

 

Versa Institucional FIA

por Luiz Alves

Setembro foi um mês de alta expressiva do fundo e forte geração de retorno excedente (+7,6%), revertendo a maior parte das perdas do ano. O final do mês foi marcado pelo início da euforia eleitoral, que empurrou empresas muito endividadas como a Ecorodovias diante da perspectiva de juros mais baixos com a vitória da direita. O principal destaque do fundo entretanto foi YDUQs, maior investimento da gestora, após a concretização da fusão com a AFYA, noticiado inicialmente no final de agosto. Vínhamos repetindo que o negócio de faculdades é uma fortaleza devido a operação estável e a forte geração de caixa e, após um período de investimentos e aumento do endividamento, a YDUQs iniciava a colheita dos frutos e a desalavancagem. Este processo foi acelerado com a combinação com a AFYA que é complementar à YDUQs em cursos oferecidos e tem pouca sobreposição de regiões. Seu baixo endividamento fará com que a entidade resultante tenha menor dívida líquida em relação à geração de caixa operacional do que a YDUQs tinha, acelerando a desalavancagem e reduzindo o risco caso os juros permancessem altos. O grupo alemão Berstelmann, dono da AFYA que será o controlador da entidade unificada, enxergou o mesmo investment case que nós, intacto após a fusão e turbinado pelas potenciais sinergias da combinação, por isso mantivemos a posição.

Durante o mês reduzimos os investimentos em Lojas Renner e Vulcabrás devido à perspectiva de piores resultados do 3º trimestre do que o esperado. Substituimos-os por Banco Pine, XP, Rumo Logística e Equatorial. O Banco Pine destaca-se pela alta rentabilidade e pelo crescimento com o crédito consignado privado, enquanto XP é o banco mais exposto à uma recuperação da bolsa de valores. Equatorial é a melhor empresa do setor elétrico dentre as mais endividadas, enquanto Rumo deve beneficiar-se do aumento dos combustíveis e de problemas no corredor logístico do arco-norte com a piora do El-Nino.

 

Versa Long Biased FIM

por Luiz Alves

O desempenho do Versa Long Biased no mês foi impulsionado pela maior alta da carteira de ações do que a do Versa Institucional (+16,8% vs +12,6%) devido à concentração em YDUQs, pela alavancagem desta carteira, e pelo desempenho da carteira vendido à descoberto inferior ao Índice Bovespa. O destaque do livro vendido foi a queda de 3Tentos em função da incerteza sobre os resultados futuros da empresa face à compressão da margem de esmagamento da soja e da maior competição no etanol de milho, cuja fábrica da 3Tentos atingiu plena capacidade em agosto.

O fundo permaneceu com o hedge em S&P que ficou estável apesar da forte abertura das taxas americanas no mês. O FED voltou a subir os juros após mais de 3 anos de estabilidade em função da economia aquecida e dos efeitos de segunda ordem do aumento da energia, cenário que não se alterou desde então. Historicamente o S&P sobe em um primeiro momento de alta de juros mas cai quando a economia desacelera ou o múltiplo do lucro atinge patamares elevados como agora. Este hedge permite uma posição maior em ativos brasileiros e reduz o custo de carregá-la.

 

Versa Fit Long Biased FIM

por Luiz Alves

O desempenho do Versa Fit reflete a outperformance da carteira do Institucional em relação ao Ibovespa, e sua alavancagem.

 

Versa Genesis FIA

por Marcelo Gonçalves

O fundo Versa Genesis subiu 8,4% em setembro, enquanto o IEEX, índice que acompanha o setor de energia elétrica, subiu 6,3%.

As principais contribuições positivas vieram de Sabesp e Copel. Sabesp se recuperou da queda do mês anterior que explicamos na carta passada, e Copel, assim como outras empresas do setor, se beneficiou de um fechamento da curva de juros reais no mês.

O fechamento dos juros reais já vinha acontecendo desde julho, mas, na nossa opinião, não se refletiu nos ativos em agosto devido a muitas incertezas sobre as eleições presidenciais. A taxa de juro real para 2030 caiu de 8,12% para 7,62% no mês de setembro*. Vale lembrar que os juros reais continuam no mesmo patamar do começo do ano e possuem um bom espaço para recuar num cenário fiscal um pouco mais benigno. O fundo responde à queda do juro real com alavancagem, e setembro mostrou isso.

As principais posições do fundo continuam sendo CPFL, Copel e Sabesp.

*Taxa de juro real negociada no contrato futuro de Cupom de IPCA (DI x IPCA) da B3 com vencimento em agosto de 2030 (DAPQ30), prazo equivalente ao da NTN-B 2030.

 

Versa Tracker FIM

por Tarik Migliorini

O Tracker subiu 15,85% no mês. O destaque positivo foi o livro de ações (mesma estratégia do Fit e Versa LB), que contribuiu com +17 p.p. A estratégia de renda fixa também contribuiu positivamente com +8,1p.p ajudada pelo fechamento das taxas de juros reais no mês. A estratégia de momentum foi na contramão e retirou -9,7p.p de performance.

 

Comentário Macro

por Tarik Migliorini

Em setembro, as ações brasileiras subiram na contramão do resto do mundo, onde a alta dos juros americanos deixou a maioria das bolsas com um mês ruim. A decisão do Fed de elevar a taxa básica não chegou a surpreender, mas os dados mais recentes mostraram uma economia superaquecida, o que deve exigir novos aumentos nos próximos meses.

O centro do debate tem sido o peso dos investimentos em inteligência artificial, como a construção de data centers, nesse superaquecimento, e o nível de juros necessário para esfriar o restante da economia a ponto de reduzir a inflação. As estimativas indicam que os investimentos em infraestrutura de IA nos EUA devem chegar a cerca de 3,5% do PIB em 2027. Para comparação, o maior ciclo de investimentos da história do país, a construção das ferrovias entre 1870 e 1890, teve média de 2,3% do PIB ao ano. Esse volume disputa recursos com déficits fiscais cada vez maiores, o que pressiona a inflação e os juros.

No Brasil, os dados seguiram apontando uma desaceleração gradual da atividade. Pelas nossas estimativas, o PIB do terceiro trimestre deve ter recuado levemente, 0,1% em relação ao segundo. A inflação continuou com leituras ruidosas, mas, de modo geral, também em queda. Ainda assim, a melhora no humor da bolsa e dos juros parece ter mais a ver com as eleições. O mês fechou antes do primeiro turno, mas as pesquisas já mostravam o candidato do PL ganhando tração, o que reforçou a percepção de que reformas econômicas têm mais chance de sair no ano que vem.

 

Versa Institucional FIA

por Luiz Alves

Setembro foi um mês de alta expressiva do fundo e forte geração de retorno excedente (+7,6%), revertendo a maior parte das perdas do ano. O final do mês foi marcado pelo início da euforia eleitoral, que empurrou empresas muito endividadas como a Ecorodovias diante da perspectiva de juros mais baixos com a vitória da direita. O principal destaque do fundo entretanto foi YDUQs, maior investimento da gestora, após a concretização da fusão com a AFYA, noticiado inicialmente no final de agosto. Vínhamos repetindo que o negócio de faculdades é uma fortaleza devido a operação estável e a forte geração de caixa e, após um período de investimentos e aumento do endividamento, a YDUQs iniciava a colheita dos frutos e a desalavancagem. Este processo foi acelerado com a combinação com a AFYA que é complementar à YDUQs em cursos oferecidos e tem pouca sobreposição de regiões. Seu baixo endividamento fará com que a entidade resultante tenha menor dívida líquida em relação à geração de caixa operacional do que a YDUQs tinha, acelerando a desalavancagem e reduzindo o risco caso os juros permancessem altos. O grupo alemão Berstelmann, dono da AFYA que será o controlador da entidade unificada, enxergou o mesmo investment case que nós, intacto após a fusão e turbinado pelas potenciais sinergias da combinação, por isso mantivemos a posição.

Durante o mês reduzimos os investimentos em Lojas Renner e Vulcabrás devido à perspectiva de piores resultados do 3º trimestre do que o esperado. Substituimos-os por Banco Pine, XP, Rumo Logística e Equatorial. O Banco Pine destaca-se pela alta rentabilidade e pelo crescimento com o crédito consignado privado, enquanto XP é o banco mais exposto à uma recuperação da bolsa de valores. Equatorial é a melhor empresa do setor elétrico dentre as mais endividadas, enquanto Rumo deve beneficiar-se do aumento dos combustíveis e de problemas no corredor logístico do arco-norte com a piora do El-Nino.

 

Versa Long Biased FIM

por Luiz Alves

O desempenho do Versa Long Biased no mês foi impulsionado pela maior alta da carteira de ações do que a do Versa Institucional (+16,8% vs +12,6%) devido à concentração em YDUQs, pela alavancagem desta carteira, e pelo desempenho da carteira vendido à descoberto inferior ao Índice Bovespa. O destaque do livro vendido foi a queda de 3Tentos em função da incerteza sobre os resultados futuros da empresa face à compressão da margem de esmagamento da soja e da maior competição no etanol de milho, cuja fábrica da 3Tentos atingiu plena capacidade em agosto.

O fundo permaneceu com o hedge em S&P que ficou estável apesar da forte abertura das taxas americanas no mês. O FED voltou a subir os juros após mais de 3 anos de estabilidade em função da economia aquecida e dos efeitos de segunda ordem do aumento da energia, cenário que não se alterou desde então. Historicamente o S&P sobe em um primeiro momento de alta de juros mas cai quando a economia desacelera ou o múltiplo do lucro atinge patamares elevados como agora. Este hedge permite uma posição maior em ativos brasileiros e reduz o custo de carregá-la.

 

Versa Fit Long Biased FIM

por Luiz Alves

O desempenho do Versa Fit reflete a outperformance da carteira do Institucional em relação ao Ibovespa, e sua alavancagem.

 

Versa Genesis FIA

por Marcelo Gonçalves

O fundo Versa Genesis subiu 8,4% em setembro, enquanto o IEEX, índice que acompanha o setor de energia elétrica, subiu 6,3%.

As principais contribuições positivas vieram de Sabesp e Copel. Sabesp se recuperou da queda do mês anterior que explicamos na carta passada, e Copel, assim como outras empresas do setor, se beneficiou de um fechamento da curva de juros reais no mês.

O fechamento dos juros reais já vinha acontecendo desde julho, mas, na nossa opinião, não se refletiu nos ativos em agosto devido a muitas incertezas sobre as eleições presidenciais. A taxa de juro real para 2030 caiu de 8,12% para 7,62% no mês de setembro*. Vale lembrar que os juros reais continuam no mesmo patamar do começo do ano e possuem um bom espaço para recuar num cenário fiscal um pouco mais benigno. O fundo responde à queda do juro real com alavancagem, e setembro mostrou isso.

As principais posições do fundo continuam sendo CPFL, Copel e Sabesp.

*Taxa de juro real negociada no contrato futuro de Cupom de IPCA (DI x IPCA) da B3 com vencimento em agosto de 2030 (DAPQ30), prazo equivalente ao da NTN-B 2030.

 

Versa Tracker FIM

por Tarik Migliorini

O Tracker subiu 15,85% no mês. O destaque positivo foi o livro de ações (mesma estratégia do Fit e Versa LB), que contribuiu com +17 p.p. A estratégia de renda fixa também contribuiu positivamente com +8,1p.p ajudada pelo fechamento das taxas de juros reais no mês. A estratégia de momentum foi na contramão e retirou -9,7p.p de performance.

Luiz Alves

Luiz Alves

Compartilhe esse artigo

Assine nossa newsletter

Nome *
E-mail *

Veja também

Recuperar Senha

Cadastre-se​

Conteúdos exclusivos e ilimitados​

Nome *
Data nascimento *
CPF *
Celular *
E-mail *
Senha *

Cadastre-se

Conteúdos exclusivos e ilimitados

Nome *
Data nascimento *
CPF *
Celular *
E-mail *
Senha *

Cadastre-se​

Conteúdos exclusivos e ilimitados​

Nome *
Data nascimento *
CPF *
Celular *
E-mail *
Senha *

Cadastre-se​

Conteúdos exclusivos e ilimitados​.

Nome *
Data nascimento *
CPF *
Celular *
E-mail *
Senha *

Invista
através de
um parceiro

Plataforma
exclusiva
Versa

Vantagens

Investimento direto
no fundo, sem
intermediários

Sugestão de
alocação feita
pelo time Versa

Reuniões exclusivas
com o time da
gestora

Você atingiu o número
máximo de acessos ao
nosso conteúdo.

Para continuar acessando nosso
conteúdo, crie uma conta.