A volatilidade é uma medida estatística de agitação dos ativos financeiros. É calculada usando a raiz do quadrado dos retornos, sendo sempre positiva e crescente junto às oscilações. A volatilidade é usada em diversas distribuições de probabilidade contínuas. Com elas é possível estimar a distribuição futura de preços do ativo. Por isso a volatilidade é usada na precificação de opções, tanto nas equações lineares do modelo black & scholes, quanto nos modelos não-lineares.
Os fatos estilizados
Fatos estilizados são aproximações teóricas de fenômenos observados empiricamente. Um fato estilizado das ações, moedas e juros é a inconstância da volatilidade ao longo do tempo. Esta característica é chamada heterocedasticidade. Em períodos de instabilidade econômica, como a crise de 2008-09, a volatilidade fica em patamares elevados. Em crises financeiras, como na bolha da Nasdaq, também. Quando a economia se estabiliza e os países crescem, como os EUA entre 2004-07 e 2012-2017, os mercados sobem e a volatilidade cai.
O mesmo se vê no Brasil. No início do Plano Real, período de grande turbulência econômica, a Bolsa era extremamente volátil, assim como foi na crise de 2009. Na recessão de 2015-16 a volatilidade voltou a subir. Mesmo assim, a volatilidade do índice vem caindo desde 2004.

Os clusters e o Versa
Outra observação empírica dos retornos dos ativos é o agrupamento dos dias de grande volatilidade, os clusters. Grandes oscilações tendem a ser seguidas por grandes oscilações, assim com as pequenas se sucedem. Quando o mercado fica nervoso costuma ficar agitado por algum tempo antes de acalmar novamente. O pico de volatilidade nos anos 2009-10 no Brasil e nos EUA é um cluster.
Os mercados e a volatilidade têm correlação negativa. Quando os mercados caem, a volatilidade sobe. Quando a volatilidade está baixa, os mercados sobem. A volatilidade em períodos de crescimento econômico é menor, mas também sofre clusters de alta volatilidade. No Versa monitoramos a vol do mercado visando evitar os clusters. Ajustamos a exposição direcional e a alavancagem do fundo ao risco do mercado. Precisamos preservar o capital e as margens para aproveitar as melhores oportunidades que surgem justamente nos momentos de alta volatilidade.

