Realizações em bull e bear-markets
Sell-offs são comuns nos mercados de alta (bull-market) e nos mercados de queda (bear-market). No bull-market a bolsa se recupera e faz novas máximas, enquanto no bear-market ela se recupera, para depois afundar e fazer novas mínimas.
Nos anos dourados da economia brasileira entre 2002 e 2008 a bolsa teve 6 realizações. Na média as quedas foram -21,5% e levaram quase dois meses para atingir o menor valor. Apesar das quedas, da mínima em 2002 até a máxima em 2008 a bolsa subiu ~800%.

Já no bear-market de 2010 ao início de 2016 as quedas foram maiores e mais duradouras. A média das quedas que destacamos no gráfico foi -27,5% e algumas duraram até 9 meses. As recuperações foram sucedidas por novas quedas, atingindo -49% das máximas de 2010 até a mínima de 2016.

O sell-off atual
De 2016 até o topo do mercado no início de 2018 a bolsa subiu +135% e não havia passado por correção maior que -13%. O sell-off atual atingiu -20,3% e dura pouco mais de um mês.

Em que mercado estamos?
Taxas de juros estimulativas costumam aquecer a economia. A baixa confiança dos empresários e consumidores ainda refletem a última crise. A falta das reformas essenciais atrasam a retomada. Por outro lado os ciclos econômicos são longos e as reformas caminham na boa direção. O ritmo pode ser mais lento que o esperado, mas a derivada ainda é positiva. Por essa razão, achamos que este sell-off tem sido uma típica realização de bull-market.
De 02 a 10 a bolsa esteve em tendência de alta (mesmo caindo 50% em 08). De 11 a 15 foi uma baita tendência de queda. De 16 até agora estávamos em tendência de alta. A queda atual foi aguda. A tendência virou? Eu duvido. Aos trancos o topdown brazuca tá melhorando, não piorando.
— Luiz Fernando (@luizfalvesjr) 17 de junho de 2018
