Resumo do Mês
A segunda quinzena de janeiro foi marcada pelo julgamento do Lula no TRF-4. O resultado não foi surpreendente uma vez que das 82 condenações do juiz Sergio Moro, apenas 16 tiveram as penas reduzidas e só 6 foram reformadas para absolvição pelos desembargadores. A condenação eliminou as poucas chances do Lula vencer as eleições, mas não reduziu a incerteza eleitoral. A participação do PTista do pleito faria a situação se unir para derrotá-lo. Agora, diversos partidos declararam intenção de lançar candidatos próprios, o que deixa a corrida aberta e incerta. Apesar da chance de um segundo turno entre candidatos da esquerda ser pequena, atualmente é maior do que antes do Lula ser condenado.
Mês de Janeiro
| 29-dez-17 | 31-jan-18 | Variação | |
| Versa | 5,026 | 6,646 | 32,2% |
| CDI aa | 6,9% | 6,9% | 0,6% |
| Ibovespa | 76.402 | 84.913 | 11,1% |
Segunda Quinzena de Janeiro
| 15-jan-18 | 31-jan-18 | Variação | |
| Versa | 6,080 | 6,646 | 9,3% |
| CDI aa | 6,9% | 6,9% | 0,3% |
| Ibovespa | 79.752 | 84.913 | 6,5% |
O resultado forte de janeiro combina 3 fatores que foram impulsionados pela alta de +11% do Ibovespa: (1) a forte alta da maior posição do fundo, a Locamérica; (2) a alocação sobre-comprada da carteira e (3) a carteira long & short.
| Livro | Posição Líquida | Lucro (Prejuízo) |
| Long | 186% | 25,3% |
| Short | -123% | -3,7% |
| Opções | 105% | 16,4% |
| CDI | 74% | 0,4% |
| Taxas | -6,4% | |
| Resultado | 32,2% |
(1) Locamérica – foi o maior ganho do fundo em janeiro com retorno de +9%. O papel subiu 24% em função da aquisição da Unidas, anunciada no último pregão de 2017. Locamérica é um caso raro de geração de valor continuada. Começou com a revisão dos processos internos que levou a margem Ebit recorde. Com a operação azeitada, voltou-se às aquisições. Comprou a Panda de Itu, a Ricci, e por fim a Unidas, empresa tão grande quanto ela. Agora a Locamérica explorará as sinergias destas aquisições.
(2) Alocação – O somatório das posições compradas e vendidas a descoberto da carteira, que chamamos de exposição líquida caixa, ficou estável ao redor de 70%. Esta posição não pode exceder 100%, como mostramos na página Estratégia. Para alavancar o fundo ou fazer o hedge da carteira podemos investir até 10% do patrimônio em opções. No relatório quizenal de dezembro avisamos que havíamos aumentado a exposição comprada através de opções de índice Bovespa. Com a alta da bolsa, o delta – exposição equivalente em ações – do livro de opções saiu de 70% para 150%. Com isso os 10% de prêmio geraram lucro de +16% para o fundo. Os destaques do mês foram as opções de Ibovespa que tiveram ganho de +4,9%, seguido pelas opções de Petrobrás que lucraram +3,8%.
(3) L&S – O Versa é um grande long & short. Excluindo (1) Locamérica, a posição líquida da carteira foi 30% e a bruta 260% do patrimônio, e rendeu +13% no mês. Enquanto a carteira comprada subiu 10%, a vendida a descoberto subiu apenas 3%. Se a carteira tivesse subido uniforme os 11% da bolsa, teria rendido +3%. Os +10% adicionais podem ser considerados fruto do descasamento entre os longs e os shorts. Nas posições compradas os destaques foram Direcional que subiu 16% e rendeu +2,7%, Fibria que valorizou 15% e gerou lucro de +2,5% e Trisul que subiu 33% e resultou em ganho de +2,4% para o fundo. Nas posições vendidas a descoberto, o destaque foi RaiaDrogasil que caiu -8% apesar da alta da bolsa e gerou lucro de +2,1%.
Um mês como janeiro no qual tanto o stock picking quanto a alocação direcional têm grandes contribuições para o resultado é raro. Este seria impossível sem o alto risco do Versa, que também pode causar fortes prejuízos. Ao longo do mês reduzimos a exposição em opções, mas a carteira long & short continua com viés positivo. Após o Carnaval o congresso apreciará a Reforma da Previdência, que tem baixa probabilidade de ser aprovada. A volatilidade dos mercados aumentou sensivelmente nos últimos dias sem motivo aparente. A economia continua se recuperando e produzindo dados positivos, mas a frustração com a Reforma e o aumento da volatilidade podem levar a uma realização dos mercados. Por outro lado uma inesperada aprovação da Reforma pode levar a bolsa a novas máximas.
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