Janeiro foi um mês positivo para ativos brasileiros, seguindo um otimismo mais contido lá de fora com um início de governo menos tumultuado que o esperado nos EUA, e potencializado por uma decisão amplamente vista como “dovish” pelo banco central brasileiro na última semana do mês. O S&P 500 subiu +2,3% apesar do peso da queda de -13% das ações da NVIDIA. O índice foi apoiado pelo bom desempenho de outras empresas como Meta Platforms, Amazon, JPMorgan e Alphabet. O grande evento do mês foi o lançamento do concorrente chinês à ferramenta de inteligência artificial ChatGPT, o chamado DeepSeek. Não podendo acessar o hardware (semicondutores) mais avançado da NVIDIA, até então vistos como essenciais para o desenvolvimento de operações de inteligência artificial, os chineses inovaram na abordagem do software, eliminando custos e necessidade de processamento, permitindo ao DeepSeek capacidades semelhantes ao ChatGPT com uma fração do custo. O mundo descobriu que é possível desenvolver inteligência artificial a despeito das barreiras ao hardware americano. Isso traz implicações não somente para a NVIDIA, mas também para o futuro da produtividade econômica global, para a disputa econômica entre EUA e China e para indicadores macroeconômicos como o dólar e juros. Do ponto mais alto em janeiro, a taxa de juros para títulos com vencimento em 10 anos nos EUA reduziu -23 pontos-base. A cotação do dólar/real caiu de 6,18 no final do ano para 5,81 no fechamento de janeiro.
Aqui no Brasil o Ibovespa teve alta de +4,8%, levado pelas ações de Itaú, Banco do Brasil, BTG Pactual, Petrobras (que anunciou reajuste de preços de diesel), B3 e Bradesco, dentre outras. Essas mais que compensaram quedas de BRF, Ambev, Vale, Localiza, Raia Drogasil e Gerdau. O mercado acionário foi ajudado pelo alívio da pressão no câmbio e também pela ata da reunião do comitê de política monetária do banco central, vista como “dovish” por não incluir indicação de aperto monetário adicional ao já indicado na reunião anterior. A decisão/comunicado ajudou os juros pré-fixados a caírem entre -30bps e -120bps ao longo do mês nos vértices de 1 a 5 anos, favorecendo especialmente ativos sensíveis a juros como a carteira de ações vista nos fundos da Versa.
Resultado do Versa Institucional FIA (nossa principal carteira de ações)
Nossa principal carteira de ações, representada pelo nosso long-only Versa Institucional FIA, foi positivamente impactada pelo cenário descrito acima e entregou alta de +6,6%, superando o desempenho do Ibovespa no mês. As principais contribuições foram as ações de EcoRodovias, Lojas Renner, Moura Dubeux, Guararapes e Vulcabras.
| Institucional FIA | ||
| + Posição Long | 6,89% | |
| + Caixa e custos | -0,25% | |
| =Total | 6,64% | |
| – Benchmark (Ibov) | 4,86% | |
| = Excesso Benchmark | 1,78% | |
| Destaques do mês – Institucional FIA | ||||
| Maiores | Contribuição | Menores | Contribuição | |
| EcoRodovias | 2,96% | General Motors | -0,92% | |
| Lojas Renner | 2,49% | Vittia | -0,32% | |
| Moura Dubeux | 1,40% | 3 Tentos | -0,23% | |
| Guararapes | 0,69% | JBS | -0,14% | |
| Vulcabras | 0,55% | SLC Agricola | -0,08% | |
Resultado dos fundos Long-Biased (carteira de ações mais alavancagem)
Os fundos long-biased da casa tendem a se movimentar na mesma direção da carteira principal de ações, magnificados pela alavancagem. Em janeiro tivemos também um bom desempenho em relação ao Ibovespa, que atua como financiamento para a alavancagem, ampliando o retorno dos long-biased. O Versa subiu +19,2% e o Versa Fit subiu +8,4%.
| Long Biased | Fit | Versa | |
| Carteira long | 7,95% | 8,89% | |
| x | |||
| Alavancagem | 1,73 | 4,03 | |
| = | |||
| + Posição Long | 13,76% | 35,81% | |
| Carteira short (Bova11) | 5,04% | 5,79% | |
| x | |||
| Alavancagem short | -1,09 | -2,79 | |
| = | |||
| + Posição Short | -5,49% | -16,17% | |
| + Hedge | 0,00% | 0,00% | |
| + Financiamento, Caixa e Custos | 0,10% | -0,49% | |
| = Total | 8,36% | 19,15% | |
| – Benchmark (CDI) | 1,01% | 1,01% | |
| = Excesso Benchmark | 7,34% | 18,14% | |
Resultado do fundo Versa Genesis
O fundo Versa Genesis subiu +14% no mês de janeiro, principalmente devido ao fechamento da curva de juros, que impacta de forma relevante os ativos de infraestrutura do fundo.
Em dezembro, conforme mencionamos na carta anterior, reduzimos a alavancagem do fundo para cerca de 160% comprado (net long). Já em janeiro, com um cenário de mercado mais favorável e menor volatilidade nas taxas de juros futuros, retornamos à nossa alavancagem habitual de 180% a 200% comprado (net long).
As maiores contribuições para o desempenho do fundo em janeiro vieram de Ecorodovias e Energisa, que, assim como o restante do portfólio, reagiram positivamente à queda da taxa de juros futuros. Não houve nenhum evento específico relevante para essas empresas no período.
| Genesis | ||
| Carteira long | 7,74% | |
| x | ||
| Alavancagem | 1,77 | |
| = | ||
| + Posição Long | 13,67% | |
| + Long & Short | 0,27% | |
| + Financiamento, Caixa e Custos | 0,06% | |
| = Total | 13,99% | |
| – Benchmark (IPCA +YIMA-B) | 0,95% | |
| Destaques do mês – Genesis | ||||
| Maiores | Contribuição | Menores | Contribuição | |
| EcoRodovias | 4,67% | Neoenergia | -0,27% | |
| Energisa | 2,21% | Copel | – | |
| CPFL Energia | 2,02% | Allos | – | |
| Copasa | 1,90% | TIM | – | |
| TIM | 1,79% | Copasa | – | |
Resultado do fundo macro Versa Tracker
O fundo Versa Tracker subiu +7,7% no mês, puxado pelo desempenho da carteira long/short, cujo desempenho é explicado pelos mesmos motivos citados acima.
| Tracker | ||
| + Bolsa | 7,53% | |
| + Macro | 0,00% | |
| + Hedge | 0,00% | |
| + Caixa e Custos | 0,21% | |
| = Total | 7,74% | |
| – Benchmark (CDI) | 1,01% | |
| = Excesso Benchmark | 6,73% | |
Agradecemos a confiança depositada.
Atenciosamente,
Equipe Versa
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