Resultado Mensal: Versa +0,6%, CDI +0,5%, Ibov +0,9% (Abr-18)

Luiz Alves

5 de maio de 2018

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Resumo do Mês

Em abril o S&P voltou a subir após as fortes quedas de fevereiro e março. A Bolsa ficou de lado pelo terceiro mês consecutivo. Já o Real perdeu 6,1% para o Dólar, pior mês desde setembro de 2015. No início do mês foram divulgados dados decepcionantes da economia, levando a revisões para baixo nas projeções de PIB. O boletim FOCUS que projetava crescimento de 2,9% em março recuou para 2,75% em abril. Já a projeção da inflação (IPCA) continua em trajetória descendente, saindo de 3,95% no início do ano para 3,49% em abril. Com a economia melhorando em ritmo mais lento que o esperado e sem pressão da inflação, a desvalorização do Real vem em boa hora, favorecendo a balança comercial. Com os juros já em patamar estimulativo, a desvalorização do Real faz pressão inflacionária e reduz a necessidade de novos cortes na taxa. Uma depreciação aguda como a do Peso argentino, por outro lado, pode interromper a recuperação. Por isso o Banco Central aumentou a oferta de dólares recentemente.

29-mar-18 30-abr-18 Variação
Versa 7,123 7,162 +0,6%
CDI aa 6,6% 6,4% +0,5%
Ibovespa 85.366 86.115 +0,9%

 

O Versa teve um mês de fundo de renda-fixa, rendendo 120% do CDI. O baixo resultado não reflete a grande movimentação dos papéis dentro da carteira. O destaque positivo foi a carteira Short (ações vendidas à descoberto), que caiu -3,2% no mês e gerou lucro de +4,7%. A carteira Long (ações compradas) também foi na direção contrária da Bolsa e caiu -1,6%, gerando prejuízo de -3,2%. A perda comprada foi parcialmente compensada pela carteira de opções (de ações e índice bovespa), que subiu +3,2% e gerou ganho de +1,1%. Os ganhos com ações foram compensados pela perda no câmbio de -2,4%.

O maior ganho de abril foi a posição vendida à descoberto em Ultrapar, que caiu -15% e gerou +3,0% de ganho para o fundo. A queda antecedeu o fraco resultado divulgado em maio, no qual o ambiente competitivo se refletiu nos números da empresa, como imaginamos no artigo Entrando no modo hard. O segundo melhor resultado do fundo foi a posição vendida em Raia-Drogasil que caiu -8,0% e gerou ganho de +1,7%. A desaceleração das vendas preocupa o mercado, que espera a continuidade do crescimento da receita e margens da empresa, como destacamos no Passa-se o ponto. A terceira melhor posição da carteira foi Brasil Foods, que subiu +8,6% no mês gerando lucro de +1,2% para o fundo. A maior perda do Versa em abril foi na posição comprada em Real contra o Dólar, que sofreu forte depreciação e causou prejuízo de -2,4%. Como escrevemos no último Resultado Quinzenal, dentre os países com inflação controlada o Real brasileiro teve a maior desvalorização frente ao Dólar americano até agora em 2018. O movimento foi causado principalmente pela diminuição do diferencial de juros entre os dois países. A segunda maior perda foi a posição vendida à descoberto em IRB que subiu +13% antes do bom resultado e causou prejuízo de -2,4% ao fundo.

Livro Posição Líquida Lucro (Prejuízo)
Long 208% -3,2%
Short -147% +4,7%
Long&Short 32% -0,3%
Opç Bolsa 34% +1,1%
Opç Dólar -47% -2,4%
CDI +0,5%
Taxas +0,2%
Resultado   +0,6%

Seguimos otimistas

A Bolsa atingiu o maior valor do ano no final de fevereiro, quando o índice Bovespa atingiu 87.652 pontos. De lá para cá tem mantido estabilidade entre 83 e 86 mil pontos. A recuperação da economia mais lenta e a disputa eleitoral prestes a começar são razões para a bolsa não subir. Por outro lado, os ciclos de recuperação econômica são longos e inconstantes, e os fundamentos continuam positivos. Os juros acabaram de atingir o menor patamar da história e a queda demora de 3 a 4 trimestres para impactar a economia, segundo o Banco Central. A alta capacidade ociosa e desemprego devem manter a inflação controlada por algum tempo. Assim, o PIB deve continuar a crescer com a geração de empregos e o aumento da massa salarial real, que beneficia o consumo; e acelerar quando os investimentos das empresas e a expansão do credito voltarem. Esperamos que os juros baixos propiciem a retomada da venda de imóveis, que já mostra sinais de melhora. Por estas razões continuamos otimistas, com ~95% do patrimônio comprado em ações, considerando a exposição via opções, além de ~65% do fundo comprado em Real através de opções com vencimento no final do ano. A maior diversificação das fontes de risco é saudável para a carteira.

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Resumo do Mês

Em abril o S&P voltou a subir após as fortes quedas de fevereiro e março. A Bolsa ficou de lado pelo terceiro mês consecutivo. Já o Real perdeu 6,1% para o Dólar, pior mês desde setembro de 2015. No início do mês foram divulgados dados decepcionantes da economia, levando a revisões para baixo nas projeções de PIB. O boletim FOCUS que projetava crescimento de 2,9% em março recuou para 2,75% em abril. Já a projeção da inflação (IPCA) continua em trajetória descendente, saindo de 3,95% no início do ano para 3,49% em abril. Com a economia melhorando em ritmo mais lento que o esperado e sem pressão da inflação, a desvalorização do Real vem em boa hora, favorecendo a balança comercial. Com os juros já em patamar estimulativo, a desvalorização do Real faz pressão inflacionária e reduz a necessidade de novos cortes na taxa. Uma depreciação aguda como a do Peso argentino, por outro lado, pode interromper a recuperação. Por isso o Banco Central aumentou a oferta de dólares recentemente.

29-mar-18 30-abr-18 Variação
Versa 7,123 7,162 +0,6%
CDI aa 6,6% 6,4% +0,5%
Ibovespa 85.366 86.115 +0,9%

 

O Versa teve um mês de fundo de renda-fixa, rendendo 120% do CDI. O baixo resultado não reflete a grande movimentação dos papéis dentro da carteira. O destaque positivo foi a carteira Short (ações vendidas à descoberto), que caiu -3,2% no mês e gerou lucro de +4,7%. A carteira Long (ações compradas) também foi na direção contrária da Bolsa e caiu -1,6%, gerando prejuízo de -3,2%. A perda comprada foi parcialmente compensada pela carteira de opções (de ações e índice bovespa), que subiu +3,2% e gerou ganho de +1,1%. Os ganhos com ações foram compensados pela perda no câmbio de -2,4%.

O maior ganho de abril foi a posição vendida à descoberto em Ultrapar, que caiu -15% e gerou +3,0% de ganho para o fundo. A queda antecedeu o fraco resultado divulgado em maio, no qual o ambiente competitivo se refletiu nos números da empresa, como imaginamos no artigo Entrando no modo hard. O segundo melhor resultado do fundo foi a posição vendida em Raia-Drogasil que caiu -8,0% e gerou ganho de +1,7%. A desaceleração das vendas preocupa o mercado, que espera a continuidade do crescimento da receita e margens da empresa, como destacamos no Passa-se o ponto. A terceira melhor posição da carteira foi Brasil Foods, que subiu +8,6% no mês gerando lucro de +1,2% para o fundo. A maior perda do Versa em abril foi na posição comprada em Real contra o Dólar, que sofreu forte depreciação e causou prejuízo de -2,4%. Como escrevemos no último Resultado Quinzenal, dentre os países com inflação controlada o Real brasileiro teve a maior desvalorização frente ao Dólar americano até agora em 2018. O movimento foi causado principalmente pela diminuição do diferencial de juros entre os dois países. A segunda maior perda foi a posição vendida à descoberto em IRB que subiu +13% antes do bom resultado e causou prejuízo de -2,4% ao fundo.

Livro Posição Líquida Lucro (Prejuízo)
Long 208% -3,2%
Short -147% +4,7%
Long&Short 32% -0,3%
Opç Bolsa 34% +1,1%
Opç Dólar -47% -2,4%
CDI +0,5%
Taxas +0,2%
Resultado   +0,6%

Seguimos otimistas

A Bolsa atingiu o maior valor do ano no final de fevereiro, quando o índice Bovespa atingiu 87.652 pontos. De lá para cá tem mantido estabilidade entre 83 e 86 mil pontos. A recuperação da economia mais lenta e a disputa eleitoral prestes a começar são razões para a bolsa não subir. Por outro lado, os ciclos de recuperação econômica são longos e inconstantes, e os fundamentos continuam positivos. Os juros acabaram de atingir o menor patamar da história e a queda demora de 3 a 4 trimestres para impactar a economia, segundo o Banco Central. A alta capacidade ociosa e desemprego devem manter a inflação controlada por algum tempo. Assim, o PIB deve continuar a crescer com a geração de empregos e o aumento da massa salarial real, que beneficia o consumo; e acelerar quando os investimentos das empresas e a expansão do credito voltarem. Esperamos que os juros baixos propiciem a retomada da venda de imóveis, que já mostra sinais de melhora. Por estas razões continuamos otimistas, com ~95% do patrimônio comprado em ações, considerando a exposição via opções, além de ~65% do fundo comprado em Real através de opções com vencimento no final do ano. A maior diversificação das fontes de risco é saudável para a carteira.

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