Resultado Quinzenal: Versa +1,0%, CDI +0,3%, Ibov -1,2% (Abr-18)

Luiz Alves

17 de abril de 2018

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Resumo da Quinzena

A primeira quinzena de Abril revelou números decepcionantes da economia brasileira. Após um fraco janeiro, a produção industrial voltou a decepcionar em fevereiro, subindo apenas 0,2% m/m. A mesma fraqueza foi vista nas vendas do varejo, que caíram -0,2% m/m enquanto esperava-se um avanço de +0,7% m/m. O conjunto dos dados divulgados até hoje, corroborado pelo IBC-Br de Fevereiro de apenas +0,09%, mostram que a recuperação da economia perdeu fôlego neste início de ano. Por outro lado, a continuação da geração de empregos e os índices de confiança divulgados em março indicam que a recuperação deve continuar. A confiança da indústria já está na zona otimista desde fevereiro, e vários índices ainda estão em território pessimista (abaixo de 100) mas cada vez mais próximos da neutralidade. O setor de serviços foi o único a cair em março o que, segundo a FGV, foi uma acomodação.

Confiança FGV Mar Fev Jan
Indústria 101,7 100,4 99,4
Comércio 96,8 95,5 95,1
Consumidor 92,0 87,4 88,8
Construção 82,1 81,4 82,6
Serviços 91,4 93,1 91,8

 

No início de Abril a guerra comercial entre EUA e China teve uma trégua enquanto Trump voltou suas atenções para a Síria. O S&P teve ligeira valorização de +0,6% enquanto a bolsa brasileira caiu -1,2% e o Versa subiu +1,0%.

29-mar-18 13-abr-18 Variação
Versa 7,123 7,195 1,0%
CDI aa 6,6% 6,6% 0,3%
Ibovespa 85.366 84.334 -1,2%

 

Neste início de ano, a bolsa brasileira está em alta de +10,4%, desempenhado melhor que as principais bolsas desenvolvidas, como o S&P em queda de -0,6%, o DAX alemão -1,7%, o FTSE inglês -3,6%; e que as bolsas emergentes, como a Merval argentina em alta de +5,1%, a IPSA chilena +1,2% e o CSI 300 chinês, em queda de -3,9%. Na contra-mão da bolsa, o Real perdeu valor para as moedas dos outros países. Dentre os desenvolvidos, o Real se desvalorizou +3,3% para o Dólar, +6,3% para o Euro e +8,9% para a Libra. Dentre os exportadores de matérias primas, o Real perdeu +3,0% para o Dólar canadense, +5,8% para o Rand sul-africano e +6,7% para o Peso chileno.

Apesar da balança comercial brasileira estar atingindo novos recordes a cada mês, a moeda se desvalorizou. Os principais suspeitos são a redução nas taxas de juros, que diminui a atratividade do carry-trade, e a ausência de reformas de combate ao déficit fiscal. A reforma da previdência é essencial para dar confiança aos estrangeiros sobre a solvência do Estado e da dívida pública brasileira, além de ajudar a recuperar o grau de investimento. Para compensar o menor retorno do carry-trade, o risco precisa ser menor. Se o Brasil caminhar na boa direção da austeridade fiscal e da modernização da economia, a moeda voltará a ficar atrativa e a se valorizar.

Até hoje só expressamos o otimismo com Brasil usando os ativos da bolsa, e temos uma regra na qual usamos futuros de juros e câmbio apenas na direção contrária a bolsa, como proteção, pois futuros têm perda ilimitada. Podemos, entretanto, usar o limite de opções para investir nestes mercados na mesma direção da bolsa, como fizemos este mês com as opções de dólar. O maior risco do Versa será sempre o investimento em bolsa, mas a diversificação em outros mercados é saudável para a carteira. A posição em Dólar também tem a função de proteger a parte da carteira altamente exposta à moeda, composta pelas ações da Iochpe-Maxion, Mahle Metal-Leve, Gerdau, Usiminas e Petrobrás.

Livro Posição Líquida Lucro (Prejuízo)
Long 204% -2,8%
Short -142% 5,3%
Long&Short 33% 0,0%
Opç Bolsa 26% -0,3%
Opç Dólar -35% -1,2%
CDI 0,3%
Taxas -0,1%
Resultado   1,0%

 

O destaque deste início de mês foi a carteira vendida a descoberto (short), que caiu -3,7% e gerou ganho de +5,3% para o fundo, compensando a queda de -1,4% da carteira comprada (long) que causou prejuízo de -2,8%. Os destaques da carteira short foram Ultrapar que caiu -7,0% gerando ganho de +1,4% e RaiaDrogasil que caiu -6,8% resultando em lucro de também +1,4% para o fundo. Os destaques negativos ficaram por conta da construtora Even que caiu -13,6% repercurtindo os resultados fracos do 4o tri e causou perda de -0,9%, e da varejista Hering que caiu -4,3% causando prejuízo de -0,7%.

Na tabela das posições acima destacamos a arbitragem entre Fibria e Suzano na rúbrica Long & Short pois a posição tem baixo risco de mercado, diferenciando-se das outras posições. Separamos também as opções de bolsa das de dólar pois apesar de ambas serem posições compradas em opções, as de bolsa são opções de compra (calls) enquanto as de câmbio são opções de venda (puts).

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Resumo da Quinzena

A primeira quinzena de Abril revelou números decepcionantes da economia brasileira. Após um fraco janeiro, a produção industrial voltou a decepcionar em fevereiro, subindo apenas 0,2% m/m. A mesma fraqueza foi vista nas vendas do varejo, que caíram -0,2% m/m enquanto esperava-se um avanço de +0,7% m/m. O conjunto dos dados divulgados até hoje, corroborado pelo IBC-Br de Fevereiro de apenas +0,09%, mostram que a recuperação da economia perdeu fôlego neste início de ano. Por outro lado, a continuação da geração de empregos e os índices de confiança divulgados em março indicam que a recuperação deve continuar. A confiança da indústria já está na zona otimista desde fevereiro, e vários índices ainda estão em território pessimista (abaixo de 100) mas cada vez mais próximos da neutralidade. O setor de serviços foi o único a cair em março o que, segundo a FGV, foi uma acomodação.

Confiança FGV Mar Fev Jan
Indústria 101,7 100,4 99,4
Comércio 96,8 95,5 95,1
Consumidor 92,0 87,4 88,8
Construção 82,1 81,4 82,6
Serviços 91,4 93,1 91,8

 

No início de Abril a guerra comercial entre EUA e China teve uma trégua enquanto Trump voltou suas atenções para a Síria. O S&P teve ligeira valorização de +0,6% enquanto a bolsa brasileira caiu -1,2% e o Versa subiu +1,0%.

29-mar-18 13-abr-18 Variação
Versa 7,123 7,195 1,0%
CDI aa 6,6% 6,6% 0,3%
Ibovespa 85.366 84.334 -1,2%

 

Neste início de ano, a bolsa brasileira está em alta de +10,4%, desempenhado melhor que as principais bolsas desenvolvidas, como o S&P em queda de -0,6%, o DAX alemão -1,7%, o FTSE inglês -3,6%; e que as bolsas emergentes, como a Merval argentina em alta de +5,1%, a IPSA chilena +1,2% e o CSI 300 chinês, em queda de -3,9%. Na contra-mão da bolsa, o Real perdeu valor para as moedas dos outros países. Dentre os desenvolvidos, o Real se desvalorizou +3,3% para o Dólar, +6,3% para o Euro e +8,9% para a Libra. Dentre os exportadores de matérias primas, o Real perdeu +3,0% para o Dólar canadense, +5,8% para o Rand sul-africano e +6,7% para o Peso chileno.

Apesar da balança comercial brasileira estar atingindo novos recordes a cada mês, a moeda se desvalorizou. Os principais suspeitos são a redução nas taxas de juros, que diminui a atratividade do carry-trade, e a ausência de reformas de combate ao déficit fiscal. A reforma da previdência é essencial para dar confiança aos estrangeiros sobre a solvência do Estado e da dívida pública brasileira, além de ajudar a recuperar o grau de investimento. Para compensar o menor retorno do carry-trade, o risco precisa ser menor. Se o Brasil caminhar na boa direção da austeridade fiscal e da modernização da economia, a moeda voltará a ficar atrativa e a se valorizar.

Até hoje só expressamos o otimismo com Brasil usando os ativos da bolsa, e temos uma regra na qual usamos futuros de juros e câmbio apenas na direção contrária a bolsa, como proteção, pois futuros têm perda ilimitada. Podemos, entretanto, usar o limite de opções para investir nestes mercados na mesma direção da bolsa, como fizemos este mês com as opções de dólar. O maior risco do Versa será sempre o investimento em bolsa, mas a diversificação em outros mercados é saudável para a carteira. A posição em Dólar também tem a função de proteger a parte da carteira altamente exposta à moeda, composta pelas ações da Iochpe-Maxion, Mahle Metal-Leve, Gerdau, Usiminas e Petrobrás.

Livro Posição Líquida Lucro (Prejuízo)
Long 204% -2,8%
Short -142% 5,3%
Long&Short 33% 0,0%
Opç Bolsa 26% -0,3%
Opç Dólar -35% -1,2%
CDI 0,3%
Taxas -0,1%
Resultado   1,0%

 

O destaque deste início de mês foi a carteira vendida a descoberto (short), que caiu -3,7% e gerou ganho de +5,3% para o fundo, compensando a queda de -1,4% da carteira comprada (long) que causou prejuízo de -2,8%. Os destaques da carteira short foram Ultrapar que caiu -7,0% gerando ganho de +1,4% e RaiaDrogasil que caiu -6,8% resultando em lucro de também +1,4% para o fundo. Os destaques negativos ficaram por conta da construtora Even que caiu -13,6% repercurtindo os resultados fracos do 4o tri e causou perda de -0,9%, e da varejista Hering que caiu -4,3% causando prejuízo de -0,7%.

Na tabela das posições acima destacamos a arbitragem entre Fibria e Suzano na rúbrica Long & Short pois a posição tem baixo risco de mercado, diferenciando-se das outras posições. Separamos também as opções de bolsa das de dólar pois apesar de ambas serem posições compradas em opções, as de bolsa são opções de compra (calls) enquanto as de câmbio são opções de venda (puts).

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