Resultado Quinzenal: Versa +3,9%, CDI +0,2%, Ibov +5,3% (Jul-18)

Luiz Alves

22 de julho de 2018

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Resumo da Quinzena

No início de julho o estresse dos mercados diminuiu. A economia americana continuou a produzir dados que corroboram o forte crescimento esperado para o ano (~2,8%). As taxas de juros futuras, cujos aumentos do início do ano desencadearam a migração de capitais dos mercados emergentes para o americano, se estabilizaram e o dólar parou de apreciar. Os EUA continuaram a provocar tensões comerciais com a China e a União Européia, mas os mercados pararam de reagir às notícias. A aversão a risco diminuiu.

29-jun-18 13-jul-18 Variação
Versa 5,649 5,870 +3,9%
CDI aa 6,4% 6,4% +0,2%
Ibovespa 72.763 76.594 +5,3%

O Versa acompanhou a direção da bolsa, mas não a magnitude. A carteira comprada (long) subiu +6% gerando lucro de +11,9%. A vendida à descoberto (short), que inclui o hedge no S&P comentado no último quinzenal, subiu +5% e causou prejuízo de -9,2%. A posição em opções de bolsa, dividida entre Petrobrás, Banco do Brasil e índice futuro, lucrou +2,7%.

Livro Posição Líquida Lucro (Prejuízo)
Long 197% +11,9%
Short -184% -9,2%
Opç Bolsa +59% +2,7%
Opç Dólar -26% -0,2%
CDI +0,2%
Taxas -0,4%
Resultado +3,9%

Usiminas está entre as empresas da carteira com maior dependência da recuperação econômica. Por isso, quando aumenta a aversão à risco é uma das ações que mais cai, e das que mais sobe quando a aversão diminui. Em maio e junho Usiminas foi a segunda maior perda do fundo. Na primeira quinzena de julho recuperou parte das perdas. As variações das outras ações, de forma geral, também são explicadas pela redução da aversão a risco.

Variação
Ação
Ganhos Versa
USIM5 +14% +2,7%
DIRR3 +13% +2,2%
LCAM3 +8% +2,0%
BBAS3 +9% +1,0%

maiores ganhos em julho

Variação Ação
Perdas Versa
RADL3 +13% -3,7%
IRBR3 +9% -2,4%
S&P +3% -2,2%

maiores perdas em julho

O Hedge, pt.2

Um hedge deve produzir resultados contrários ao resto da carteira, ou seja, deve ter correlação negativa com o portfolio. As estatísticas, entretanto, são instáveis (gráf. 1) e o hedge pode não produzir o efeito desejado. Assim, um hedge agrega risco como qualquer outra posição e, da mesma forma, só deve ser feito se tiver assimetria positiva. Um hedge deve ser grande o suficiente para proteger sem, entretanto, atrapalhar o desempenho do portfolio caso o cenário adverso não se concretize. Um hedge não compensa a perda de convicção na carteira que ele protege. Neste caso, a carteira deve ser reduzida.

Gráfico 1: Correlação do Ibovespa vs S&P500 usando janela móvel de 30 dias úteis

Em janeiro de 2016, quando o Versa atingiu o seu menor valor, protegemos o fundo vendendo futuros de S&P. Diante do impeachment da Dilma tínhamos confiança que os ativos brasileiros iriam valorizar, entretanto o cenário internacional estava nebuloso após a forte fuga de capitais da China. Mantivemos o hedge por alguns meses, causando prejuízo de -10% ao fundo, pequeno perto da alta de 182% no ano. Em abril de 2016 e em agosto de 2017 protegemos o fundo comprando a taxa de juros brasileira de curto prazo. Achávamos que a taxa incorporava cortes suficientes para ficar estável caso o cenário otimista se concretizasse, ou subir caso o Banco Central fosse obrigado a interromper o ciclo de cortes nos juros. Esses hedges tiveram resultados inexpressivos.

No último relatório de resultados comentei a proteção para a carteira que fizemos vendendo futuros de S&P. Apesar do S&P ter se movido na direção contrária ao Ibovespa no último sell-off, na maior parte do tempo os dois índices têm correlação positiva (gráf 1). Com a redução da aversão à risco, o S&P voltou às máximas e a se comportar como de costume. Como Paulo escreveu no artigo, vemos razões para o rally do S&P estar chegando ao fim, por isso se tornou uma alternativa para hedge da carteira. Enquanto o FED eleva os juros para desaquecer a economia e controlar a inflação, a redução dos impostos e o protecionismo comercial do Trump dão um último impulso aos EUA e podem exigir medidas corretivas mais fortes. Continuamos confiantes que a economia brasileira continuará a se recuperar nos próximos anos, porém uma desaceleração americana deve afetar o resto do mundo, inclusive o Brasil. Carregaremos o hedge vendido no S&P enquanto avaliarmos que a posição tem assimetria positiva. O hedge ganhou +1,7% em maio enquanto o resto da carteira perdeu -13,1%, e perdeu -2,2% na primeira quinzena de junho enquanto o resto do fundo ganhou +6,1%.

Resumo da Quinzena

No início de julho o estresse dos mercados diminuiu. A economia americana continuou a produzir dados que corroboram o forte crescimento esperado para o ano (~2,8%). As taxas de juros futuras, cujos aumentos do início do ano desencadearam a migração de capitais dos mercados emergentes para o americano, se estabilizaram e o dólar parou de apreciar. Os EUA continuaram a provocar tensões comerciais com a China e a União Européia, mas os mercados pararam de reagir às notícias. A aversão a risco diminuiu.

29-jun-18 13-jul-18 Variação
Versa 5,649 5,870 +3,9%
CDI aa 6,4% 6,4% +0,2%
Ibovespa 72.763 76.594 +5,3%

O Versa acompanhou a direção da bolsa, mas não a magnitude. A carteira comprada (long) subiu +6% gerando lucro de +11,9%. A vendida à descoberto (short), que inclui o hedge no S&P comentado no último quinzenal, subiu +5% e causou prejuízo de -9,2%. A posição em opções de bolsa, dividida entre Petrobrás, Banco do Brasil e índice futuro, lucrou +2,7%.

Livro Posição Líquida Lucro (Prejuízo)
Long 197% +11,9%
Short -184% -9,2%
Opç Bolsa +59% +2,7%
Opç Dólar -26% -0,2%
CDI +0,2%
Taxas -0,4%
Resultado +3,9%

Usiminas está entre as empresas da carteira com maior dependência da recuperação econômica. Por isso, quando aumenta a aversão à risco é uma das ações que mais cai, e das que mais sobe quando a aversão diminui. Em maio e junho Usiminas foi a segunda maior perda do fundo. Na primeira quinzena de julho recuperou parte das perdas. As variações das outras ações, de forma geral, também são explicadas pela redução da aversão a risco.

Variação
Ação
Ganhos Versa
USIM5 +14% +2,7%
DIRR3 +13% +2,2%
LCAM3 +8% +2,0%
BBAS3 +9% +1,0%

maiores ganhos em julho

Variação Ação
Perdas Versa
RADL3 +13% -3,7%
IRBR3 +9% -2,4%
S&P +3% -2,2%

maiores perdas em julho

O Hedge, pt.2

Um hedge deve produzir resultados contrários ao resto da carteira, ou seja, deve ter correlação negativa com o portfolio. As estatísticas, entretanto, são instáveis (gráf. 1) e o hedge pode não produzir o efeito desejado. Assim, um hedge agrega risco como qualquer outra posição e, da mesma forma, só deve ser feito se tiver assimetria positiva. Um hedge deve ser grande o suficiente para proteger sem, entretanto, atrapalhar o desempenho do portfolio caso o cenário adverso não se concretize. Um hedge não compensa a perda de convicção na carteira que ele protege. Neste caso, a carteira deve ser reduzida.

Gráfico 1: Correlação do Ibovespa vs S&P500 usando janela móvel de 30 dias úteis

Em janeiro de 2016, quando o Versa atingiu o seu menor valor, protegemos o fundo vendendo futuros de S&P. Diante do impeachment da Dilma tínhamos confiança que os ativos brasileiros iriam valorizar, entretanto o cenário internacional estava nebuloso após a forte fuga de capitais da China. Mantivemos o hedge por alguns meses, causando prejuízo de -10% ao fundo, pequeno perto da alta de 182% no ano. Em abril de 2016 e em agosto de 2017 protegemos o fundo comprando a taxa de juros brasileira de curto prazo. Achávamos que a taxa incorporava cortes suficientes para ficar estável caso o cenário otimista se concretizasse, ou subir caso o Banco Central fosse obrigado a interromper o ciclo de cortes nos juros. Esses hedges tiveram resultados inexpressivos.

No último relatório de resultados comentei a proteção para a carteira que fizemos vendendo futuros de S&P. Apesar do S&P ter se movido na direção contrária ao Ibovespa no último sell-off, na maior parte do tempo os dois índices têm correlação positiva (gráf 1). Com a redução da aversão à risco, o S&P voltou às máximas e a se comportar como de costume. Como Paulo escreveu no artigo, vemos razões para o rally do S&P estar chegando ao fim, por isso se tornou uma alternativa para hedge da carteira. Enquanto o FED eleva os juros para desaquecer a economia e controlar a inflação, a redução dos impostos e o protecionismo comercial do Trump dão um último impulso aos EUA e podem exigir medidas corretivas mais fortes. Continuamos confiantes que a economia brasileira continuará a se recuperar nos próximos anos, porém uma desaceleração americana deve afetar o resto do mundo, inclusive o Brasil. Carregaremos o hedge vendido no S&P enquanto avaliarmos que a posição tem assimetria positiva. O hedge ganhou +1,7% em maio enquanto o resto da carteira perdeu -13,1%, e perdeu -2,2% na primeira quinzena de junho enquanto o resto do fundo ganhou +6,1%.

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