Resultado Quinzenal: Versa -8,7%, CDI +0,3%, Ibov -2,7% (Ago-18)

Luiz Alves

26 de agosto de 2018

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Resumo da Quinzena

O início de agosto foi marcado pela crise cambial da Turquia, que aumentou a aversão à risco dos mercados e afetou os países emergentes. Desde o início do ano o Dólar vem apreciando em relação as principais moedas do mundo, e o Real teve o pior desempenho entre elas. Os ajustes se tornaram mais agudos após o FED indicar mais aumentos nos juros em contra-ponto ao aquecimento da economia americana. A guerra comercial do Trump também fortalece o Dólar, e foi o estopim para a crise turca.

Desempenho das principais moedas do mundo até 24-ago-18

Dentre os países emergentes o Real teve o 3º pior desempenho no ano, ganhando apenas da Lira turca e do Peso argentino. Dos -19% do Real desde o início de 2018, -8% foi em agosto.

Desempenho moedas Emergentes até 24-ago-18

Apesar do mal desempenho, os fundamentos econômicos do Real são melhores que da maioria das moedas emergentes. Diferente das crises de 1998 e 2002, atualmente o país tem baixo endividamento em moeda estrangeira e grande reserva cambial que, somados, fazem do país credor externo. A desvalorização da moeda estimulou as exportações e a crise deprimiu as importações, fazendo a balança comercial atingir recordes históricos e a conta-corrente ficar positiva, uma raridade. O Brasil não tem a fragilidade da Turquia e da Argentina que tem grande déficit em conta-corrente, endividamento em moeda forte e baixas reservas cambiais. Por outro lado, desde que a taxa de juros americana começou a subir o fluxo de capitais se torno mais seletivo e o carry-trade do Real perdeu atratividade pela baixa taxa de juros brasileira. Com as eleições pela frente, a aversão à risco também atingiu os títulos públicos pré-fixados, cujas taxas de juros aumentaram com a pressão de venda.

 

 

A desvalorização do Real vem em boa hora. Com a atividade fraca e a inflação baixa, o risco de contágio, que faria o Banco Central antecipar o início da alta de juros, continua limitado. A depreciação cambial aumenta a competitividade das exportações sem prejudicar a política monetária estimulativa, melhorando as perspectivas de crescimento no curto prazo. As condições para a economia retomar o crescimento continuam postas, faltando só a recuperação da confiança, afetada pela incerteza eleitoral.

Resultado

Há tempos temos mostrado otimismo com a eleição de um presidente reformista, que comece pela reforma da previdência para reestabelecer a confiança e acelerar os investimentos. Dentre todos os candidatos com chance de vencer (Bolsonaro, Marina, Ciro, Alckmin e Haddad), apenas o PT não traz uma proposta eficaz. A cartilha do partido continua o mesmo desenvolvimentismo que levou o país à ruína. Com o fracasso eleitoral de 2016 e a recente prisão do Lula fomos surpreendidos com as pesquisas que colocam o presidiário na liderança. Lula não será candidato e o potencial do Haddad ainda é desconhecido. Por isso atribuímos probabilidade de 20% à vitória do PT e 80% de qualquer outro candidato. Ainda, nosso estudo aponta para maior probabilidade do candidato do establishment estar no segundo turno.

31-jul-18 15-ago-18 Variação
Versa 6,290 5,740 -8,7%
CDI aa 6,4% 6,4% +0,3%
Ibovespa 79.220 77.078 -2,7%

 

Continuamos com uma carteira otimista por avaliarmos que as empresas vão continuar crescendo receita e rentabilidade como têm feito nos últimos trimestres. As condições para aceleração do PIB estão postas, o que deve acontecer após as eleições. A má performance recente da bolsa gerou assimetria positiva. Por isso continuamos comprados no descasamento entre longs e shorts e através de opções de bolsa.

Livro Posição Líquida Lucro (Prejuízo)
Long 222% -6,1%
Short -206% -0,9%
Opç Bolsa +50% -1,5%
Opç Dólar -20% -0,6%
CDI +0,3%
Taxas -0,1%
Resultado -8,7%

 

As perdas do fundo foram maiores que da bolsa principalmente pelo descasamento entre as ações compradas (long) e vendidas à descoberto (short), o long & short. Enquanto a carteira comprada caiu -2,7%, em linha com o Bovespa, a vendida a descoberto subiu em grande parte pela alta do IRB. Avaliamos que as ações da resseguradora incorporam o atual monopólio insustentável, mas a baixa concorrência continuou a beneficiá-la no curto prazo e a empresa apresentou um bom resultado no trimestre.

Variação
Ação
Perdas Versa
IRBR3 +11% -3,1%
BRPR3 -10% -2,4%
USIM5 -11% -2,3%
BEEF3 -17% -1,3%

maiores perdas em agosto

Variação Ação
Ganhos Versa
HGTX3 +9% +2,1%
WEGE3 -5% +1,2%
NATU3 -8% +0,7%

maiores ganhos em agosto

Temos sofrido com a elevada volatilidade do fundo e o estilo das suas ações. A carteira comprada tem ações baratas e de menor liquidez, enquanto a carteira vendida à descoberto tem ações caras e de maior liquidez. Em momentos de aversão à risco não surpreende o melhor comportamento da carteira short em relação à long. Confiamos nos fundamentos das ações e acreditamos que as discrepâncias são temporárias. Por outro lado estamos desconfortáveis com a alta volatilidade do fundo, por isso estamos controlando a alavancagem e avaliando a concentração das posições. Temos planos de redução de risco mais fortes caso os dias turbulentos continuem.

 

 

Resumo da Quinzena

O início de agosto foi marcado pela crise cambial da Turquia, que aumentou a aversão à risco dos mercados e afetou os países emergentes. Desde o início do ano o Dólar vem apreciando em relação as principais moedas do mundo, e o Real teve o pior desempenho entre elas. Os ajustes se tornaram mais agudos após o FED indicar mais aumentos nos juros em contra-ponto ao aquecimento da economia americana. A guerra comercial do Trump também fortalece o Dólar, e foi o estopim para a crise turca.

Desempenho das principais moedas do mundo até 24-ago-18

Dentre os países emergentes o Real teve o 3º pior desempenho no ano, ganhando apenas da Lira turca e do Peso argentino. Dos -19% do Real desde o início de 2018, -8% foi em agosto.

Desempenho moedas Emergentes até 24-ago-18

Apesar do mal desempenho, os fundamentos econômicos do Real são melhores que da maioria das moedas emergentes. Diferente das crises de 1998 e 2002, atualmente o país tem baixo endividamento em moeda estrangeira e grande reserva cambial que, somados, fazem do país credor externo. A desvalorização da moeda estimulou as exportações e a crise deprimiu as importações, fazendo a balança comercial atingir recordes históricos e a conta-corrente ficar positiva, uma raridade. O Brasil não tem a fragilidade da Turquia e da Argentina que tem grande déficit em conta-corrente, endividamento em moeda forte e baixas reservas cambiais. Por outro lado, desde que a taxa de juros americana começou a subir o fluxo de capitais se torno mais seletivo e o carry-trade do Real perdeu atratividade pela baixa taxa de juros brasileira. Com as eleições pela frente, a aversão à risco também atingiu os títulos públicos pré-fixados, cujas taxas de juros aumentaram com a pressão de venda.

 

 

A desvalorização do Real vem em boa hora. Com a atividade fraca e a inflação baixa, o risco de contágio, que faria o Banco Central antecipar o início da alta de juros, continua limitado. A depreciação cambial aumenta a competitividade das exportações sem prejudicar a política monetária estimulativa, melhorando as perspectivas de crescimento no curto prazo. As condições para a economia retomar o crescimento continuam postas, faltando só a recuperação da confiança, afetada pela incerteza eleitoral.

Resultado

Há tempos temos mostrado otimismo com a eleição de um presidente reformista, que comece pela reforma da previdência para reestabelecer a confiança e acelerar os investimentos. Dentre todos os candidatos com chance de vencer (Bolsonaro, Marina, Ciro, Alckmin e Haddad), apenas o PT não traz uma proposta eficaz. A cartilha do partido continua o mesmo desenvolvimentismo que levou o país à ruína. Com o fracasso eleitoral de 2016 e a recente prisão do Lula fomos surpreendidos com as pesquisas que colocam o presidiário na liderança. Lula não será candidato e o potencial do Haddad ainda é desconhecido. Por isso atribuímos probabilidade de 20% à vitória do PT e 80% de qualquer outro candidato. Ainda, nosso estudo aponta para maior probabilidade do candidato do establishment estar no segundo turno.

31-jul-18 15-ago-18 Variação
Versa 6,290 5,740 -8,7%
CDI aa 6,4% 6,4% +0,3%
Ibovespa 79.220 77.078 -2,7%

 

Continuamos com uma carteira otimista por avaliarmos que as empresas vão continuar crescendo receita e rentabilidade como têm feito nos últimos trimestres. As condições para aceleração do PIB estão postas, o que deve acontecer após as eleições. A má performance recente da bolsa gerou assimetria positiva. Por isso continuamos comprados no descasamento entre longs e shorts e através de opções de bolsa.

Livro Posição Líquida Lucro (Prejuízo)
Long 222% -6,1%
Short -206% -0,9%
Opç Bolsa +50% -1,5%
Opç Dólar -20% -0,6%
CDI +0,3%
Taxas -0,1%
Resultado -8,7%

 

As perdas do fundo foram maiores que da bolsa principalmente pelo descasamento entre as ações compradas (long) e vendidas à descoberto (short), o long & short. Enquanto a carteira comprada caiu -2,7%, em linha com o Bovespa, a vendida a descoberto subiu em grande parte pela alta do IRB. Avaliamos que as ações da resseguradora incorporam o atual monopólio insustentável, mas a baixa concorrência continuou a beneficiá-la no curto prazo e a empresa apresentou um bom resultado no trimestre.

Variação
Ação
Perdas Versa
IRBR3 +11% -3,1%
BRPR3 -10% -2,4%
USIM5 -11% -2,3%
BEEF3 -17% -1,3%

maiores perdas em agosto

Variação Ação
Ganhos Versa
HGTX3 +9% +2,1%
WEGE3 -5% +1,2%
NATU3 -8% +0,7%

maiores ganhos em agosto

Temos sofrido com a elevada volatilidade do fundo e o estilo das suas ações. A carteira comprada tem ações baratas e de menor liquidez, enquanto a carteira vendida à descoberto tem ações caras e de maior liquidez. Em momentos de aversão à risco não surpreende o melhor comportamento da carteira short em relação à long. Confiamos nos fundamentos das ações e acreditamos que as discrepâncias são temporárias. Por outro lado estamos desconfortáveis com a alta volatilidade do fundo, por isso estamos controlando a alavancagem e avaliando a concentração das posições. Temos planos de redução de risco mais fortes caso os dias turbulentos continuem.

 

 

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