When the going gets tough, the tough get going

Luiz Alves

15 de agosto de 2019

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Prezados cotistas,

Ontem foi um dos piores dias da história do Versa. Tivemos fortes perdas em todos os livros, fazendo a cota cair -8,2%. O momento é oportuno para uma reflexão sobre a estratégia do Versa, que compartilhamos nesse artigo.

O cenário-base

Desde o início do ano temos como cenário-base a aceleração da economia brasileira. Acreditamos que a aprovação das reformas estruturais (previdência, tributária) e micro (liberdade econômica) geraria impactos positivos na confiança dos consumidores e empresários que se refletiriam em uma melhora da atividade. De fato temos visto sinais encorajadores no setor de construção (vendas de imóveis em franca recuperação, lançamentos voltaram a aumentar) e do varejo (vendas acelerando a partir do final do segundo trimestre), além de uma modesta aceleração na concessão de empréstimos pelos bancos, indicando que a recuperação do PIB está a caminho. Outro impulso previsto para a segunda metade do ano é a retomada das concessões, privatizações e a venda de poços de petróleo (cessão onerosa) que devem trazer expressivo volume de capital estrangeiro para o Brasil a ser aplicado em empreitadas geradoras de emprego e renda.

Por outro lado não vislumbramos um cenário externo conturbado a ponto de causar um grande movimento de aversão a risco, ou uma recessão global. A guerra comercial entre EUA e China foi sempre um ponto de atenção mas até hoje causou apenas volatilidade, sem mudar a tendência de valorização dos ativos no Brasil e nos EUA. Com o fim do impulso dos tax-cuts (que completou 12 meses no meio do ano) esperávamos uma gradual desaceleração da economia americana, cujo crescimento robusto têm surpreendido. A preocupação com a alavancagem da economia China é latente, mas não víamos dados que indicassem um hard-landing por lá.

Assim, enxergando: (1) aceleração no crescimento do Brasil; (2) entrada de capital externo; e (3) desaceleração do crescimento americano, montamos a carteira long & short do Versa primariamente comprada em construtoras, varejistas, siderúrgicas, e vendida em ações de menor crescimento como elétricas, seguradoras, além de casos específicos. Por acreditar que a bolsa continuaria na tendência de alta alavancamos a exposição direcional comprando opções de Índice Futuro. Baseado no diferencial de crescimento virando a nosso favor e nos fluxos de investimento que estão por vir, compramos opções de venda de Dólar x Real. Por último, após a queda aguda das ações, investimos na Vale do Rio Doce.

Apesar do cenário interno estar em linha com o esperado, o externo mostrou-se mais desafiador do que prevíamos. A recente escalada na guerra comercial veio concomitante a países desenvolvidos reportando uma piora significativa da economia e os dados chineses mostrando uma desaceleração mais forte do que o esperado. Nos últimos meses o comércio internacional teve forte retração, impactando diversos países da cadeia produtiva. Esta última etapa do trade-war é diferente das outras uma vez que as tarifas propostas pelo Trump incidirão majoritariamente sobre bens de consumo e impactarão a inflação, que já deu os primeiros sinais de força. Dificultando ainda mais a vida do FED, os indicadores apontam para uma piora na atividade americana, o que levou-os ao primeiro corte nas taxas de juros desde a grande crise financeira. Se o pleno-emprego e as tarifas do Trump pressionarem ainda mais a inflação, pode sobrar pouco espaço para o FED estimular a economia, o que aprofundaria a recessão. As taxas de juros de 10 anos nos EUA atingiram os patamares pós-crise de 2008, e as alemãs estão negativas até para os títulos longos, indicando que uma recessão global se tornou mais provável. Neste cenário nossa exposição à commodities e ao Real se tornaram perdedoras.

O que deu errado com a carteira?

Resultados Fundos

31-jul-19 14-ago-19 Variação
Versa 7,31 6,10 -16,5%
Fit 1,03 0,92 -10,2%
Tracker 1,23 1,19 -3,1%
Charger 1,20 1,20 +0,0%
CDI aa 6,4% 5,9% +0,2%
Ibovespa 101.812 100,263 -1,5%

 

Livro Posição Versa P&L Versa Posição Fit  P&L
Fit
Long 230,7% -0,4% 114,1% -0,3%
Short -159,6% -8,0% -81,3% -4,2%
Opç Bolsa 83,7% -3,5% 44,3% -1,9%
Opç Dol -103,7% -6,9% -68,3% -4,7%
CDI +0,2% +0,2%
Taxas +0,9% +0,1%
Resultado -16,8% -10,4%

Destaques Positivos

Δ Ação Versa Fit
BRPR3 +7,6% +1,7% +0,8%
LCAM3 +7,6% +1,6% +0,8%
VVAR3 +5,1% +1,4% +0,7%
TRIS3 +8,0% +1,3% +0,6%
HGTX3 +7,8% +1,7% +0,6%

maiores ganhos até 14/ago

Destaques Negativos

Δ Ação Versa Fit
BIDI11 +39,9% -3,5% -2,0%
VALE3 -9,9% -3,4% -1,6%
MGLU3 +12,1% -2,5% -1,2%
MYPK3 -12,4% -2,0% -1,2%
USIM5 -11,1% -1,1% -0,6%

maiores perdas até 14/ago

1. As opções

Operamos mal as opções, que foram as grandes causadoras da volatilidade do Versa. Desde o início do fundo as opções foram uma das maiores responsáveis pelo bom desempenho. Quando o dólar atingiu 3,70 e a bolsa 105 mil pontos, as opções eram os maiores ganhos do Versa. Falhamos, então, em reduzir a exposição. Fomos pegos duas vezes por sell-offs perto do vencimento. O primeiro deles foi na intervenção do Jair Bolsonaro na política de preços da Petrobrás, que transformou em pó nossas opções de PETR4. Ontem tínhamos posição expressiva em calls 102k e 101k que também viraram pó, causando perda de -4,5%. O fundo chegou a acumular 18% em prêmio e após as perdas sobrou 4%, a maior parte em opções de dólar e índice que vencem a maioria em outubro e novembro. Em virtude da excessiva volatilidade que as opções têm causado à carteira e o mal-desempenho deste livro, decidimos por ora reduzir o limite de prêmio que podemos comprar no Versa de 10% para 5%. Da mesma forma, passivamente (quando as opções se valorizam) iremos até 10% ao invés dos 20% anteriores

2. O long & short

A carteira comprada têm apresentado bom desempenho, como pode ser visto no Charger FIA que tem apenas as ações compradas do Versa e acumula uma outperformance de 14,5% em relação ao índice Bovespa desde janeiro, quando o fundo começou. O bom desempenho do livro comprado se manteve apesar da piora externa que causou perdas expressivas na Vale do Rio Doce, até então a maior posição da carteira. Somado à siderurgia, a perda no Versa aumenta para -5,3% em Agosto.

Já a carteira vendida à descoberto mais uma vez apresentou desempenho ruim, subindo 5,0% até agora em agosto enquanto a bolsa cai -1,5%. O maior vilão, Banco Inter, é uma das maiores bolhas brasileiras dos últimos anos, e o movimento uníssono do papel indica que pode haver algo além da vontade de investidores comprarem. Um padrão que causa perplexidade é a alta regular nos leilões de abertura e fechamento em relação aos últimos negócios. Um investidor normal prefere comprar barato e toma cuidado para não elevar a cotação da ação, comportamento oposto ao que se vê no papel. Banco Inter, entretanto, não foi único responsável pela perda dos shorts. A carteira como um todo moveu-se na direção oposta ao mercado.

Desempenho do Versa Charger em relação ao Índice Bovespa do início do fundo até o dia 13 de agosto

De volta às raízes

Analisando o resultado do Versa desde o início conclui-se que os responsáveis pelo desempenho do fundo foram os grandes acertos nas ações compradas e a alavancagem. A carteira vendida à descoberto cumpriu o papel de funding para as ações compradas, mas teve poucos acertos. No último ano a carteira vendida à descoberto tem ofuscado o brilho das ações compradas e causado volatilidade. Em meados do ano passado decidimos reduzir pela metade a exposição máxima vendida à descoberto por ações, o que evitou perdas maiores em algumas posições. Por outro lado a desconcentração da carteira vendida à descoberto nos levou à novos investimentos mal-sucedidos, além de aumentar a complexidade da gestão.

Estatisticamente falando, a vida de um fundo de investimento pode ser curta para avaliar se a estratégia é robusta. Estratégias que funcionaram bem no passado podem não funcionar no futuro. Por isso não é inteligente manter-se rigidamente à uma estratégia pré-definida quando aparecem indícios claros de desfuncionalidade. Através de um processo de retroalimentação a gestão deve buscar o constante aprimoramento da estratégia. Com essa mentalidade estamos fazendo alguns ajustes no Versa com o objetivo de concentrar nossos esforços no que até hoje gerou os melhores resultados: comprar ações alavancados.

Estamos trocando grande parte da carteira vendida à descoberto por um índice de ações. Continuaremos com nomes específicos no short mas com uma posição máxima muito menor. Desta forma reduziremos significativamente o risco específico da carteira vendida à descoberto e junto o risco de short squeeze. Reduzindo o número de ações da carteira teremos mais tempo para nos dedicar aos grandes investimentos da carteira, as posições compradas. Continuaremos a fazer a alavancagem do fundo através de opções de índice, mas ao combiná-la com a venda à descoberto no índice estaremos sintetizando uma opção de venda (put) na carteira short. Com essa nova fórmula esperamos potencializar o que fazemos melhor e ao mesmo tempo mitigar o que fazemos pior. Ficará mais fácil, também, fazer a leitura do resultado do Versa em relação ao Charger. Se isso não for suficiente para fazer o fundo voltar ao bom desempenho dos últimos anos, os sócios sentarão novamente à mesa analisando as fortalezas e as fraquezas da estratégia, quantas vezes forem necessárias, até funcionar. Quem viu o fundo atingir a cota 0,30 a 3,5 anos atrás e depois acompanhou a multiplicação por 20 sabe que na Versa when the going gets tough, the tough get going.

Um abraço,

Luiz

Prezados cotistas,

Ontem foi um dos piores dias da história do Versa. Tivemos fortes perdas em todos os livros, fazendo a cota cair -8,2%. O momento é oportuno para uma reflexão sobre a estratégia do Versa, que compartilhamos nesse artigo.

O cenário-base

Desde o início do ano temos como cenário-base a aceleração da economia brasileira. Acreditamos que a aprovação das reformas estruturais (previdência, tributária) e micro (liberdade econômica) geraria impactos positivos na confiança dos consumidores e empresários que se refletiriam em uma melhora da atividade. De fato temos visto sinais encorajadores no setor de construção (vendas de imóveis em franca recuperação, lançamentos voltaram a aumentar) e do varejo (vendas acelerando a partir do final do segundo trimestre), além de uma modesta aceleração na concessão de empréstimos pelos bancos, indicando que a recuperação do PIB está a caminho. Outro impulso previsto para a segunda metade do ano é a retomada das concessões, privatizações e a venda de poços de petróleo (cessão onerosa) que devem trazer expressivo volume de capital estrangeiro para o Brasil a ser aplicado em empreitadas geradoras de emprego e renda.

Por outro lado não vislumbramos um cenário externo conturbado a ponto de causar um grande movimento de aversão a risco, ou uma recessão global. A guerra comercial entre EUA e China foi sempre um ponto de atenção mas até hoje causou apenas volatilidade, sem mudar a tendência de valorização dos ativos no Brasil e nos EUA. Com o fim do impulso dos tax-cuts (que completou 12 meses no meio do ano) esperávamos uma gradual desaceleração da economia americana, cujo crescimento robusto têm surpreendido. A preocupação com a alavancagem da economia China é latente, mas não víamos dados que indicassem um hard-landing por lá.

Assim, enxergando: (1) aceleração no crescimento do Brasil; (2) entrada de capital externo; e (3) desaceleração do crescimento americano, montamos a carteira long & short do Versa primariamente comprada em construtoras, varejistas, siderúrgicas, e vendida em ações de menor crescimento como elétricas, seguradoras, além de casos específicos. Por acreditar que a bolsa continuaria na tendência de alta alavancamos a exposição direcional comprando opções de Índice Futuro. Baseado no diferencial de crescimento virando a nosso favor e nos fluxos de investimento que estão por vir, compramos opções de venda de Dólar x Real. Por último, após a queda aguda das ações, investimos na Vale do Rio Doce.

Apesar do cenário interno estar em linha com o esperado, o externo mostrou-se mais desafiador do que prevíamos. A recente escalada na guerra comercial veio concomitante a países desenvolvidos reportando uma piora significativa da economia e os dados chineses mostrando uma desaceleração mais forte do que o esperado. Nos últimos meses o comércio internacional teve forte retração, impactando diversos países da cadeia produtiva. Esta última etapa do trade-war é diferente das outras uma vez que as tarifas propostas pelo Trump incidirão majoritariamente sobre bens de consumo e impactarão a inflação, que já deu os primeiros sinais de força. Dificultando ainda mais a vida do FED, os indicadores apontam para uma piora na atividade americana, o que levou-os ao primeiro corte nas taxas de juros desde a grande crise financeira. Se o pleno-emprego e as tarifas do Trump pressionarem ainda mais a inflação, pode sobrar pouco espaço para o FED estimular a economia, o que aprofundaria a recessão. As taxas de juros de 10 anos nos EUA atingiram os patamares pós-crise de 2008, e as alemãs estão negativas até para os títulos longos, indicando que uma recessão global se tornou mais provável. Neste cenário nossa exposição à commodities e ao Real se tornaram perdedoras.

O que deu errado com a carteira?

Resultados Fundos

31-jul-19 14-ago-19 Variação
Versa 7,31 6,10 -16,5%
Fit 1,03 0,92 -10,2%
Tracker 1,23 1,19 -3,1%
Charger 1,20 1,20 +0,0%
CDI aa 6,4% 5,9% +0,2%
Ibovespa 101.812 100,263 -1,5%

 

Livro Posição Versa P&L Versa Posição Fit  P&L
Fit
Long 230,7% -0,4% 114,1% -0,3%
Short -159,6% -8,0% -81,3% -4,2%
Opç Bolsa 83,7% -3,5% 44,3% -1,9%
Opç Dol -103,7% -6,9% -68,3% -4,7%
CDI +0,2% +0,2%
Taxas +0,9% +0,1%
Resultado -16,8% -10,4%

Destaques Positivos

Δ Ação Versa Fit
BRPR3 +7,6% +1,7% +0,8%
LCAM3 +7,6% +1,6% +0,8%
VVAR3 +5,1% +1,4% +0,7%
TRIS3 +8,0% +1,3% +0,6%
HGTX3 +7,8% +1,7% +0,6%

maiores ganhos até 14/ago

Destaques Negativos

Δ Ação Versa Fit
BIDI11 +39,9% -3,5% -2,0%
VALE3 -9,9% -3,4% -1,6%
MGLU3 +12,1% -2,5% -1,2%
MYPK3 -12,4% -2,0% -1,2%
USIM5 -11,1% -1,1% -0,6%

maiores perdas até 14/ago

1. As opções

Operamos mal as opções, que foram as grandes causadoras da volatilidade do Versa. Desde o início do fundo as opções foram uma das maiores responsáveis pelo bom desempenho. Quando o dólar atingiu 3,70 e a bolsa 105 mil pontos, as opções eram os maiores ganhos do Versa. Falhamos, então, em reduzir a exposição. Fomos pegos duas vezes por sell-offs perto do vencimento. O primeiro deles foi na intervenção do Jair Bolsonaro na política de preços da Petrobrás, que transformou em pó nossas opções de PETR4. Ontem tínhamos posição expressiva em calls 102k e 101k que também viraram pó, causando perda de -4,5%. O fundo chegou a acumular 18% em prêmio e após as perdas sobrou 4%, a maior parte em opções de dólar e índice que vencem a maioria em outubro e novembro. Em virtude da excessiva volatilidade que as opções têm causado à carteira e o mal-desempenho deste livro, decidimos por ora reduzir o limite de prêmio que podemos comprar no Versa de 10% para 5%. Da mesma forma, passivamente (quando as opções se valorizam) iremos até 10% ao invés dos 20% anteriores

2. O long & short

A carteira comprada têm apresentado bom desempenho, como pode ser visto no Charger FIA que tem apenas as ações compradas do Versa e acumula uma outperformance de 14,5% em relação ao índice Bovespa desde janeiro, quando o fundo começou. O bom desempenho do livro comprado se manteve apesar da piora externa que causou perdas expressivas na Vale do Rio Doce, até então a maior posição da carteira. Somado à siderurgia, a perda no Versa aumenta para -5,3% em Agosto.

Já a carteira vendida à descoberto mais uma vez apresentou desempenho ruim, subindo 5,0% até agora em agosto enquanto a bolsa cai -1,5%. O maior vilão, Banco Inter, é uma das maiores bolhas brasileiras dos últimos anos, e o movimento uníssono do papel indica que pode haver algo além da vontade de investidores comprarem. Um padrão que causa perplexidade é a alta regular nos leilões de abertura e fechamento em relação aos últimos negócios. Um investidor normal prefere comprar barato e toma cuidado para não elevar a cotação da ação, comportamento oposto ao que se vê no papel. Banco Inter, entretanto, não foi único responsável pela perda dos shorts. A carteira como um todo moveu-se na direção oposta ao mercado.

Desempenho do Versa Charger em relação ao Índice Bovespa do início do fundo até o dia 13 de agosto

De volta às raízes

Analisando o resultado do Versa desde o início conclui-se que os responsáveis pelo desempenho do fundo foram os grandes acertos nas ações compradas e a alavancagem. A carteira vendida à descoberto cumpriu o papel de funding para as ações compradas, mas teve poucos acertos. No último ano a carteira vendida à descoberto tem ofuscado o brilho das ações compradas e causado volatilidade. Em meados do ano passado decidimos reduzir pela metade a exposição máxima vendida à descoberto por ações, o que evitou perdas maiores em algumas posições. Por outro lado a desconcentração da carteira vendida à descoberto nos levou à novos investimentos mal-sucedidos, além de aumentar a complexidade da gestão.

Estatisticamente falando, a vida de um fundo de investimento pode ser curta para avaliar se a estratégia é robusta. Estratégias que funcionaram bem no passado podem não funcionar no futuro. Por isso não é inteligente manter-se rigidamente à uma estratégia pré-definida quando aparecem indícios claros de desfuncionalidade. Através de um processo de retroalimentação a gestão deve buscar o constante aprimoramento da estratégia. Com essa mentalidade estamos fazendo alguns ajustes no Versa com o objetivo de concentrar nossos esforços no que até hoje gerou os melhores resultados: comprar ações alavancados.

Estamos trocando grande parte da carteira vendida à descoberto por um índice de ações. Continuaremos com nomes específicos no short mas com uma posição máxima muito menor. Desta forma reduziremos significativamente o risco específico da carteira vendida à descoberto e junto o risco de short squeeze. Reduzindo o número de ações da carteira teremos mais tempo para nos dedicar aos grandes investimentos da carteira, as posições compradas. Continuaremos a fazer a alavancagem do fundo através de opções de índice, mas ao combiná-la com a venda à descoberto no índice estaremos sintetizando uma opção de venda (put) na carteira short. Com essa nova fórmula esperamos potencializar o que fazemos melhor e ao mesmo tempo mitigar o que fazemos pior. Ficará mais fácil, também, fazer a leitura do resultado do Versa em relação ao Charger. Se isso não for suficiente para fazer o fundo voltar ao bom desempenho dos últimos anos, os sócios sentarão novamente à mesa analisando as fortalezas e as fraquezas da estratégia, quantas vezes forem necessárias, até funcionar. Quem viu o fundo atingir a cota 0,30 a 3,5 anos atrás e depois acompanhou a multiplicação por 20 sabe que na Versa when the going gets tough, the tough get going.

Um abraço,

Luiz

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